O que é teologia cristã liberal?
No ensino cristão liberal, que não é cristão de forma alguma, a razão humana é destacada e tratada como a autoridade final. Os teólogos liberais procuram conciliar o cristianismo com a ciência secular e o pensamento moderno. Ao fazerem isso, tratam a ciência como detentora de todo conhecimento e consideram a Bíblia como repleta de fábulas e erros. Os primeiros capítulos do Gênesis são reduzidos à poesia ou fantasia, portadores de uma mensagem, mas não a serem interpretados literalmente – apesar de Jesus ter falado de tais capítulos de forma literal. A humanidade não é vista como totalmente depravada, o que leva os teólogos liberais a terem uma visão otimista sobre o futuro do homem. Também se enfatiza o evangelho social, negando-se a incapacidade do homem caído de cumpri-lo. A salvação, entendida como a libertação do pecado e da condenação eterna, deixa de ser a questão central; o principal é como o homem trata o seu próximo. O “amor” ao próximo se torna o tema definidor.
Como resultado deste “raciocínio” dos teólogos liberais, as seguintes doutrinas são ensinadas por esses teólogos quasi-cristãos:
- A Bíblia não é “inspirada por Deus” e contém erros. Por conta dessa crença, cabe ao homem (ou aos teólogos liberais) determinar quais ensinamentos estão corretos e quais não estão. A crença de que a Bíblia é “inspirada” (no sentido original do termo) por Deus é considerada por eles como algo de pessoas simplistas. Essa posição contradiz passagens bíblicas que afirmam que “toda a Escritura é inspirada por Deus” e útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na justiça.
- O nascimento virginal de Cristo é um mito. Esta doutrina contradiz as profecias e relatos encontrados em passagens do Antigo e do Novo Testamento.
- Jesus não ressuscitou do túmulo de forma corpórea. Esta ideia vai contra os relatos da ressurreição presentes nos quatro Evangelhos e em todo o Novo Testamento.
- Jesus foi um bom professor moral, mas seus seguidores e os que vieram depois dele se afastaram dos fatos históricos da Sua vida. Segundo essa visão, não ocorreram milagres “sobrenaturais”, e os Evangelhos foram escritos muitos anos depois, atribuídos aos primeiros discípulos para dar mais autoridade aos seus ensinamentos. Essa posição contradiz as Escrituras e a doutrina da preservação sobrenatural das Escrituras por Deus.
- O inferno não é real. Para essa perspectiva, o homem não está irremediavelmente perdido em pecado nem é condenado a um julgamento futuro sem ter um relacionamento com Cristo por meio da fé. A ideia é de que o homem pode se salvar por si mesmo; não seria necessária uma morte sacrificial por parte de Cristo, pois um Deus amoroso não enviaria as pessoas para um lugar como o inferno, e o homem não nasce em pecado. Essa doutrina contrasta com as declarações de Jesus, que se apresentou como o Caminho para Deus por meio de Sua morte expiatória.
- A maioria dos autores humanos da Bíblia não são quem tradicionalmente se acredita serem. Por exemplo, esses teólogos afirmam que Moisés não escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia. Também defendem a ideia de que o livro de Daniel teve dois autores, sob o argumento de que as “profecias” detalhadas dos capítulos posteriores não poderiam ter sido conhecidas antecipadamente, tendo sido escritas depois dos acontecimentos. O mesmo raciocínio é aplicado aos livros do Novo Testamento, contrariando não só as Escrituras, mas também documentos históricos que atestam a existência das pessoas cuja autoria os liberais negam.
- O mais importante para o homem é “amar” o próximo. Segundo essa visão, o que é considerado amoroso, em qualquer situação, não é o que a Bíblia ensina ser bom, mas o que os teólogos liberais decidem ser bom. Essa posição nega a doutrina da depravação total, que sustenta que o homem é incapaz de fazer qualquer coisa verdadeiramente boa e amorosa até ser redimido por Cristo e receber uma nova natureza.
As Escrituras estão repletas de advertências contra aqueles que negam a divindade de Cristo – algo que o cristianismo liberal faz. Além disso, a Bíblia condena quem prega um evangelho diferente daquele pregado pelos apóstolos, o que se traduz na negação, por parte dos teólogos liberais, da necessidade da morte expiatória de Cristo em favor do evangelho social. As Escrituras também condenam aqueles que invertem os conceitos de bem e mal – posição assumida por algumas igrejas liberais ao aceitarem a homossexualidade como estilo de vida, contrariando as repetidas condenações bíblicas a essa prática.
A Bíblia adverte contra aqueles que proclamam “paz, paz” quando não há paz, e essa é uma crítica aos teólogos liberais que afirmam que o homem pode alcançar a paz com Deus sem o sacrifício de Cristo na cruz, sem se preocupar com um julgamento futuro perante Deus. A Palavra de Deus fala de um tempo em que o homem terá uma aparência de piedade, mas negará o seu verdadeiro poder, o que se assemelha à postura da teologia liberal, que insiste em haver uma bondade interior no ser humano que não requer um novo nascimento pelo Espírito Santo por meio da fé em Cristo. Por fim, as Escrituras advertem contra a adoração de ídolos, enquanto o cristianismo liberal é criticado por criar um falso deus de acordo com sua própria maneira, em vez de adorar a Deus como revelado em toda a Bíblia.






