Pergunta
Quais são os prós e os contras das missões de curto prazo?
Resposta
Embora as missões de curto prazo apresentem desvantagens, elas podem ser superadas com sabedoria divina, treinamento e um coração dedicado.
Os Prós:
1. Os missionários de curto prazo entendem melhor o ministério e o propósito das missões.
Aqueles que nunca vivenciaram missões interculturais frequentemente têm impressões equivocadas sobre o tema. Podem enxergar as missões como um ministério glamouroso, no qual nativos agradecidos se convertem a Cristo a cada dia. Após participar de uma viagem missionária de curto prazo, passam a valorizar os objetivos e o serviço intrínseco das missões.
2. Os missionários de curto prazo se tornam apoiadores mais sacrificialmente empenhados dos missionários de longo prazo.
Uma viagem de missão de curto prazo geralmente aumenta o interesse pessoal e o apoio às missões. Deus pode usar essa experiência para chamar alguém para o serviço de longo prazo. Além de ingressar em missões prolongadas, surgem diversas oportunidades para apoiar o trabalho missionário.
A própria viagem enriquece os missionários, pois o grupo traz novas mãos ao trabalho, entusiasmo pelo ministério e uma comunhão cristã incentivadora. Eles podem auxiliar com tarefas que os missionários de longo prazo, por conta de tempo ou números, não conseguem realizar – como projetos de socorro, distribuição de panfletos, atividades em clubes infantis, entre outras.
De volta ao lar, o missionário de curto prazo dificilmente esquece a necessidade que presenciou. Muitas vezes, ele se torna um apoiador permanente dos missionários por meio de orações, presentes e correspondências, espalhando sua paixão pelo trabalho missionário na comunidade.
3. As missões de curto prazo desenvolvem a paixão por conhecer Cristo e fazer Cristo conhecido.
Participar de uma viagem missionária de curto prazo ensina as pessoas a dependerem de Deus. Enfrentam costumes diferentes, uma língua desconhecida e o choque cultural que precisam superar. Ao recorrerem a Deus em busca de suporte, esses missionários experimentam o poder da oração. Ao testemunhar a ação de Deus na vida das pessoas, desenvolvem um amor profundo por Cristo e pelo Evangelho. Essa paixão não se esgota com o fim da viagem, mas continua a impulsionar o missionário em seu retorno, aumentando seu engajamento no evangelismo pessoal, na oração e no estudo da Bíblia, que passam a ser fontes de deleite e não meras obrigações.
Os Contras:
1. As missões de curto prazo são caras.
Se o custo fosse o único critério, as missões de curto prazo não valeriam a pena. Algumas pessoas argumentam que o dinheiro utilizado para levar, por exemplo, 30 jovens a um país distante poderia ser aplicado diretamente aos missionários de longo prazo naquele mesmo local. Afinal, o grupo de jovens poderia realizar atividades missionárias em sua própria comunidade, como distribuir panfletos em parques, ensinar em clubes bíblicos infantis ou colaborar em cozinhas comunitárias.
2. As missões de curto prazo podem não exigir uma “contagem de custos”.
Alguns participantes de viagens missionárias de curto prazo ainda não compreendem os sacrifícios profundos inerentes às missões. Eles não passaram horas exaustivas aprendendo uma nova língua, não se afastaram de familiares e amigos por períodos prolongados, nem experienciaram anos de serviço sem resultados visíveis. Ademais, missionários de curto prazo podem, por vezes, aumentar os encargos dos missionários que atuam a longo prazo.
3. As missões de curto prazo podem não ter um impacto duradouro.
Alguns missionários de curto prazo chegam com a arrogante ideia de que podem transformar uma nação por si só, em poucas semanas. Sem levar em conta os esforços dos missionários de longo prazo, dos líderes nativos ou mesmo do próprio Senhor, distribuem alguns panfletos, realizam uma apresentação simples ou ajudam com alguma pequena reforma, para logo depois verem o impacto evaporar com seu retorno. Mesmo quando motivados pelas intenções corretas, os missionários de curto prazo enfrentam limitações maiores que os de longo prazo, já que não dispõem do tempo necessário para aprender uma língua, compreender uma cultura, construir relacionamentos sólidos e fazer discípulos.
Conclusão: As missões de curto prazo valem a pena?
Deus utiliza tanto missionários de curto prazo quanto os de longo prazo para fazer discípulos em todas as nações, como se vê na comparação entre o apóstolo Paulo e Timóteo. O chamado e o comprometimento de ambos são fundamentais. Embora os missionários de longo prazo realizem a maior parte do trabalho missionário, as missões de curto prazo podem aliviar a carga e trazer benefícios significativos. Com sabedoria divina, treinamento e um coração disposto, os desafios inerentes às missões de curto prazo podem ser superados.






