Pergunta
Quais são os Profetas Maiores e os Profetas Menores?
Resposta
Utilizar os termos Profetas Maiores e Profetas Menores é simplesmente uma maneira de dividir os livros proféticos do Antigo Testamento. Existem cinco Profetas Maiores: os livros de Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel. Existem doze Profetas Menores: os livros de Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Os Profetas Menores também são às vezes chamados de Os Doze.

Os Profetas Maiores são descritos como “maiores” porque esses livros são, em geral, mais longos, e seu conteúdo possui implicações amplas, até globais. Já os Profetas Menores são chamados de “menores” porque, na maior parte, esses livros são mais curtos e possuem um conteúdo mais específico. Isso não significa, de forma alguma, que os Profetas Menores sejam menos inspirados que os Profetas Maiores. Trata-se, simplesmente, de uma questão de Deus ter escolhido revelar mais a alguns profetas do que a outros.
Os Profetas Maiores e Menores estão entre os livros menos lidos da Bíblia pelos cristãos. Em certa medida, isso é compreensível, uma vez que os profetas frequentemente utilizavam linguagem simbólica, alusões obscuras e severas advertências. Suas numerosas condenações a indivíduos e nações não tornam a leitura algo leve.
Entretanto, os Profetas Maiores e Menores não devem ser ignorados. Há muito a ser aprendido nesta parte das Escrituras, e o estudo destes livros é, sem dúvida, muito enriquecedor. Em Isaías e Miquéias, lemos sobre o nascimento de Cristo; em Isaías, aprendemos sobre o sacrifício expiatório de Cristo; e em Ezequiel, Daniel e Zacarias, somos apresentados à ideia do retorno de Cristo. Jonas evidencia a misericórdia de Cristo, enquanto Oséias ilustra Seu amor inabalável. Habacuque proclama uma verdade citada duas vezes no Novo Testamento, a de que “o justo viverá pela sua fé”. A santidade, ira, graça e perdão de Deus estão presentes tanto nos Profetas Maiores quanto nos Menores.
Estes livros devem ser encarados como leitura essencial para o povo de Deus, pois contêm aquilo que Ele quer que conheçamos. Depois de tudo, “nenhuma profecia da Escritura surgiu da interpretação pessoal do profeta. A profecia nunca teve sua origem na vontade humana, mas os profetas, embora humanos, falaram de parte de Deus, sendo levados pelo Espírito Santo”.






