Qual é o maior mandamento?

Qual é o mandamento maior?

Pergunta

Resposta

Jesus foi questionado justamente por um fariseu, considerado “um expert na Lei”. Jesus respondeu: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o maior e mais importante mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Ame o seu próximo como a si mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem destes dois mandamentos.”

Jesus nos apresenta dois mandamentos que resumem todas as leis e preceitos das Escrituras. Os Dez Mandamentos em Êxodo 20 tratam primeiro do nosso relacionamento com Deus e, em seguida, das nossas relações com as outras pessoas. Um naturalmente flui do outro. Sem um relacionamento correto com Deus, nossas relações interpessoais também ficarão comprometidas. A origem dos problemas do mundo é a necessidade do homem de se reconciliar com Deus. Nunca amaremos verdadeiramente o nosso próximo como a nós mesmos se, primeiramente, não amarmos a Deus com todo o coração, mente e alma. Por mais que os melhores esforços humanos pela paz no mundo sejam envidados, eles serão em vão enquanto vivermos em rebelião contra Deus.

Quando outro fariseu perguntou como se poderia “herdar a vida eterna”, Jesus respondeu que isso se dava obedecendo a esses dois mandamentos. Apenas dois mandamentos a obedecer, mas quantas vezes tentamos, como aquele fariseu, “justificar” a nós mesmos, pois declarar que obedecemos a esses mandamentos é muito mais fácil do que realmente vivê-los.

Ao refletirmos atentamente, a resposta de Jesus se mostra perfeita não somente para o fariseu de sua época, mas também para os “fariseus” modernos, que tentam medir a retidão de uma pessoa pela conformidade externa com uma série de leis ou mandamentos. Tanto os fariseus dos dias de Cristo quanto os de hoje criam sistemas inteiros de regras e regulamentos pelos quais as pessoas devem viver, mas são culpados por violarem os mandamentos mais importantes, pois “limpam o exterior do copo e do prato, mas não o interior”.

Ao considerarmos com oração as palavras de Jesus e o fato de que todas as leis e mandamentos das Escrituras podem ser resumidos por esses dois pontos essenciais, entendemos o quão impossível é para nós cumprirmos os mandamentos de Deus e como frequentemente falhamos, não podendo, por mérito próprio, ser justos diante d’Ele. Isso nos deixa com apenas uma esperança: que Deus “justifica o ímpio”. A lei de Deus e nossa incapacidade de cumpri-la “trazem a ira”, mas “Deus demonstra Seu próprio amor por nós, pois, enquanto éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”.

Embora jamais possamos cumprir os mandamentos de Deus ou ser justos diante d’Ele por nossos próprios esforços, Cristo o fez. Foi Sua morte sacrificial na cruz que fez com que nossos pecados fossem imputados a Ele e que Sua justiça nos fosse creditada. Por isso, “se você confessar com sua boca que Jesus é o Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para a justiça e com a boca se faz confissão para a salvação”. Afinal, o evangelho de Cristo “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”, pois “o justo viverá pela fé”.

Como Jesus respondeu a essa pergunta e Sua resposta está registrada nas Escrituras, não precisamos mais buscar ou nos perguntar qual é o mandamento maior. A única questão que nos resta é: vivemos de acordo com esses mandamentos? Amamos verdadeiramente a Deus com todo o nosso coração, alma e mente, e amamos nosso próximo como a nós mesmos? Se formos sinceros conosco, saberemos que não. Mas a boa notícia é que a lei e os mandamentos foram dados como “um tutor que nos conduz a Cristo, para que sejamos justificados pela fé”. Somente ao reconhecer nossa pecaminosidade e nossa impotência é que nos voltamos a Cristo, a única esperança de salvação.

Como cristãos, nos esforçamos para amar a Deus com todo o nosso ser e, à medida que nossos corações e mentes são transformados pela presença do Espírito Santo, passamos a amar os outros como a nós mesmos. Contudo, continuamos a falhar nesse propósito, o que nos leva novamente à cruz de Cristo e à esperança de salvação que vem da justiça que nos é imputada por Ele, e não de qualquer mérito próprio.

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