O que é o Movimento da Terceira Onda?
O Movimento da Terceira Onda é um movimento pentecostal ou carismático que começou na década de 1980. Também é conhecido como “Terceira Onda do Espírito Santo” ou “Movimento dos Sinais e Maravilhas”. O nome “Terceira Onda” foi cunhado por C. Peter Wagner, professor do Fuller Theological Seminary, que se referiu ao movimento dessa forma por ser o terceiro de três distintos movimentos pentecostais/carismáticos no cristianismo moderno. O primeiro movimento foi o Pentecostal original, iniciado no início do século XX com os ensinamentos de Charles Parham e o subsequente Avivamento da Rua Azusa. O segundo movimento surgiu nos anos 1960 com o movimento carismático, no qual doutrinas e práticas pentecostais passaram a se disseminar por igrejas e denominações não-pentecostais, popularizando ainda hoje os ensinamentos distorcidos do “Nomeie e Creia”.
Na década de 1980, surgiu outro “movimento do Espírito Santo”, supostamente marcado por “sinais e maravilhas”, que teve início na Igreja Vineyard, com os ensinamentos de John Wimber, Mike Bickle, C. Peter Wagner, Jack Deere, entre outros. Wagner caracterizou essa Terceira Onda como “um novo mover do Espírito Santo entre evangélicos que, por diversos motivos, optaram por não se identificar com os pentecostais ou carismáticos”. Também chamado de Movimento Neo-Carismático, essa fase do pentecostalismo ganhou grande popularidade e deu origem a ensinamentos aberrantes, como a Bênção de Toronto e a prática de rir em Espírito.
Além de evidenciar algumas das práticas melodramáticas dos movimentos pentecostais e carismáticos, a Terceira Onda enfatiza o sensacional, com afirmações de sinais e maravilhas realizados por “apóstolos e profetas modernos”.
Um dos ensinamentos essenciais desse movimento é o que se chama de “evangelismo com poder”. A ideia central é que a pregação do evangelho deve vir acompanhada de sinais e maravilhas para que as pessoas respondam com fé. Os defensores dessa abordagem dão ênfase exagerada a milagres, ao falar em línguas, à cura e à profecia, negligenciando que é a mensagem do evangelho, por si só, o poder de Deus para a salvação (Romanos 1). Eles negam a suficiência das Escrituras, acreditando que Deus se comunica diretamente por meio de profetas e apóstolos modernos, os quais anunciam novas revelações que minam a autoridade das Escrituras. Assim, as palavras desses “novos apóstolos e profetas” passam a ter mais importância do que o ensino claro da Bíblia. Como em outros movimentos pentecostais/carismáticos, a experiência pessoal é privilegiada em detrimento da doutrina sólida.
O movimento baseia-se na experiência pessoal dos indivíduos, e seus adeptos acreditavam que traria apóstolos e profetas dos tempos finais capazes de realizar milagres superiores aos dos profetas do Antigo Testamento ou dos apóstolos do Novo Testamento. Esses “novos apóstolos e profetas” eram vistos como superiores a quaisquer líderes anteriores, o que acabou provocando o surgimento de inúmeros falsos profetas oriundos das igrejas da Terceira Onda.
Desde seu surgimento na década de 1980, esse movimento provocou diversos avivamentos falsos. À medida que evoluía, práticas não bíblicas, como a “risada em Espírito”, tornaram-se cada vez mais estranhas. Nos últimos anos, alguns líderes e igrejas têm procurado se distanciar dessas práticas aberrantes e retomar práticas carismáticas mais tradicionais. Assim, a Terceira Onda deixou um legado de doutrinas equivocadas e práticas destrutivas, levando muitos a se desviarem do verdadeiro caminho.






