Como deve um cristão responder à oração sem resposta?

Como um cristão deve responder à oração não atendida?

Quantos cristãos já oraram por alguém e viram suas orações aparentemente sem resposta? Quantos já oraram e, por vezes, “desistiram” porque se desencorajaram com o tempo que demorou para que suas orações fossem atendidas? Deus ouve nossas orações e responderá, mas fará isso no Seu tempo, que é para o nosso bem e para a Sua glória. A forma como lidamos com orações não atendidas não beneficia apenas a nós mesmos, mas também aos outros.

Ao orarmos, estamos exercitando o mais precioso ato de comunicação, concedido por Deus, com Aquele a quem somos responsáveis por tudo o que fazemos. No entanto, há momentos em que, ao nos dirigirmos ao Céu, sentimos que Ele não responde. De certa forma, Deus responde a cada oração com um “sim”, um “não” ou um “espere”. Em todas as situações, as Escrituras indicam que nossas orações são cuidadosamente consideradas. O Senhor Jesus é terno e amoroso, e Ele valoriza nossa comunhão com Deus Pai, pois é o nosso representante (Hebreus 4:15).

Muitas vezes, mas não sempre, as orações parecem não ter resposta devido ao pecado não confessado. Deus não pode ser enganado ou zombado, e Aquele que está entronizado conhece-nos detalhadamente, até mesmo nossos pensamentos (Salmos 139:1-4). Se não estamos caminhando no Espírito, se guardamos inimizade em nossos corações em relação ao irmão, ou se pedimos com motivos errados, como desejos egoístas, nossas orações são prejudicadas (2 Crôn. 7:14; Salmos 66:18; Tiago 4:3). O pecado impede nossa comunhão com Deus e, consequentemente, afeta nossas preces. A incredulidade (Provérbios 15:8) e a hipocrisia (Marcos 12:40) também interferem negativamente em nossa vida de oração.

Outra razão pela qual as orações parecem sem resposta é que o Senhor está aprofundando nossa fé, exigindo de nós uma dependência e uma confiança mais profundas n’Ele. Esse processo desperta em nós um sentido maior de gratidão, amor e humildade, o que nos beneficia espiritualmente, pois Ele concede graça aos humildes (Tiago 4:6; Provérbios 3:34). Podemos nos comover com o exemplo da mulher cananeia, que clamava incessantemente a nosso Senhor por misericórdia enquanto Ele visitava a região de Tiro e Sidom (Mateus 15:21-28). Embora ela dificilmente fosse levada a sério por um rabino judeu por não ser judia e por ser mulher, o Senhor conhecia sua situação por completo. Mesmo sem atender de imediato suas necessidades explícitas, Ele ouviu e concedeu o que ela pedia.

Deus pode parecer silencioso, mas nunca nos deixa de mãos vazias. Mesmo que uma oração ainda não tenha sido atendida, devemos confiar que Ele agirá no momento certo. O simples ato de orar já é uma bênção, pois é por meio da nossa fé que encontramos motivação para persistir na oração. A fé agrada a Deus (Hebreus 11:6), e, se nossa vida de oração está aquém, isso reflete nossa condição espiritual. Deus ouve nossos clamores por misericórdia e, mesmo em Seu silêncio, somos impulsionados a continuar orando. Ele deseja que dialoguemos com Ele. Que possamos ter fome das coisas que estão de acordo com o coração de Deus e caminhar em Seus caminhos, e não nos nossos. Se orarmos incessantemente, estaremos vivendo de acordo com a vontade do Senhor, e isso jamais estará errado (1 Tessalonicenses 5:17-18).

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