Como e para quem Jesus pagou nosso resgate?
Resgate é algo que se paga para garantir a libertação de alguém que está sob cativeiro. Jesus pagou o nosso resgate para nos libertar do pecado, da morte e do inferno. Ao longo dos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, encontramos as exigências de Deus para os sacrifícios. Nos tempos do Antigo Testamento, Deus ordenava aos israelitas que apresentassem sacrifícios animais como expiação substitutiva – ou seja, a morte de um animal assumia a pena de morte que caberia a uma pessoa, já que a morte era o pagamento devido pelo pecado. Conforme é mencionado em passagens do Antigo Testamento, “cada dia você deve sacrificar um touro jovem como oferta pela expiação dos pecados”.
Deus exige santidade, como também enfatizado em 1 Pedro 1:15-16. A Lei de Deus demanda santidade, mas, devido aos nossos pecados (Romanos 3:23), não conseguimos oferecê-la integralmente a Ele. Por isso, Deus requer a satisfação de Sua Lei, e os sacrifícios realizados eram a forma de suprir essa exigência. É nesse contexto que Jesus se apresenta. Em Hebreus 9:12-15, aprendemos que “uma vez por todas ele entrou, não com o sangue de cabritos e bezerros, mas com o seu próprio sangue, garantindo para sempre a nossa salvação. No sistema antigo, o sangue de cabritos, touros e até mesmo as cinzas de uma vaca jovem eram capazes de purificar o corpo das pessoas de suas impurezas rituais. Imagine o quanto mais o sangue de Cristo purificará os nossos corações dos atos que conduzem à morte, para que possamos adorar o Deus vivo. Pelo poder do Espírito eterno, Cristo se ofereceu como sacrifício perfeito pelos nossos pecados, mediando assim a nova aliança entre Deus e as pessoas, permitindo que todos os que forem convidados recebam a herança eterna prometida por Deus”.
Da mesma forma, Romanos 8:3-4 nos ensina que “a lei de Moisés não podia nos salvar, por conta da nossa natureza pecaminosa. Contudo, Deus colocou em prática um plano diferente: enviou o seu próprio Filho em um corpo humano como o nosso – embora nossos corpos carregassem o pecado. Ao oferecer seu Filho como sacrifício pelos nossos pecados, Deus quebrou o controle do pecado sobre nós e cumpriu plenamente os requisitos da lei para aqueles que, em vez de seguirem a natureza pecaminosa, se dedicam a viver segundo o Espírito.”
Fica claro, portanto, que Jesus pagou o resgate de nossas vidas a Deus. Esse resgate correspondeu à Sua própria vida – ao derramamento do Seu sangue, simbolizando o sacrifício supremo. Graças a essa morte sacrificial, cada pessoa na Terra tem a oportunidade de aceitar o dom da expiação e ser perdoada por Deus, pois sem a morte de Cristo, a Lei de Deus ainda demandaria satisfação por meio da nossa própria morte.




