O que é deísmo? No que acreditam os deístas?
O deísmo é essencialmente a visão de que Deus existe, mas que não está diretamente envolvido com o mundo. O deísmo imagina Deus como o grande “fabricante de relógios”, que criou o relógio, deu corda e depois o deixou funcionar por conta própria. Um deísta acredita que Deus existe e criou o mundo, mas não interfere em Sua criação. Os deístas negam a Trindade, a inspiração da Bíblia, a divindade de Cristo, os milagres e qualquer ato sobrenatural de redenção ou salvação. Assim, o deísmo retrata Deus como alheio e não envolvido.
O deísmo definitivamente não é bíblico. A Bíblia está repleta de relatos de eventos milagrosos e é, na verdade, um registro completo da intervenção de Deus em Sua criação. Daniel 4:34b-35 registra: “Seu domínio é um domínio eterno; seu reino perdura de geração em geração. Todos os povos da terra são considerados nada. Ele faz o que lhe agrada com as forças celestiais e com os povos da terra. Ninguém pode conter sua mão ou dizer-lhe: ‘O que fizeste?’” O mundo, a história e a humanidade são “argila” nas mãos de Deus, que os forma e molda conforme Sua vontade (Romanos 9:19-21). O ato supremo da intervenção divina foi quando Deus assumiu a carne humana na pessoa de Jesus Cristo (João 1:1, João 1:14; João 10:30). Jesus Cristo, Deus encarnado, morreu para redimir Sua criação do pecado que ela mesma havia gerado (Romanos 5:8; 2 Coríntios 5:21).
É fácil compreender por que o deísmo poderia parecer uma posição “lógica”. Há aspectos no mundo que parecem indicar que Deus permanece inativo nos assuntos humanos: por que Ele permite que coisas ruins aconteçam? Por que permite que os inocentes sofram? Por que homens malignos chegam ao poder? Um Deus inativo poderia, aparentemente, resolver esses dilemas. No entanto, a Bíblia não apresenta Deus como inativo ou indiferente. Ao contrário, ela o revela como soberano, embora seja impossível compreender completamente a totalidade dos Seus caminhos. Romanos 11:33-34 nos lembra: “Ó profundidade das riquezas, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois, compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?” Em Isaías 55:9, Deus declara: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, os meus caminhos são mais altos do que os teus e os meus pensamentos, do que os teus pensamentos.”
Nosso fracasso em compreender Deus e Seus caminhos não deve nos levar a duvidar de Sua existência ou a questionar Seu envolvimento no mundo. Deus existe e atua intensamente em todas as áreas da vida. Tudo o que ocorre está submetido à Sua soberania e autoridade, sendo parte de um plano divino maior: “Faço conhecido o fim desde o princípio, desde os tempos antigos o que ainda está por vir. Digo: ‘O meu propósito permanecerá, e farei tudo o que me agrada. Do oriente convoco uma ave de rapina; de uma terra muito distante, um homem para cumprir o meu propósito. O que eu disse, isso cumprirei; o que planejei, isso realizarei’” (Isaías 46:10-11). Em resumo, a visão de Deus proposta pelo deísmo é uma tentativa falha de explicar o inexplicável.