Qual é a blasfêmia contra o Espírito Santo?

O que é a blasfêmia contra o Espírito Santo?

O conceito de “blasfêmia contra o Espírito” é mencionado em passagens dos Evangelhos. Jesus havia acabado de realizar um milagre: um homem possuído por um demônio foi trazido até Ele, e o Senhor expulsou o demônio, curando o homem da cegueira e da mudez. Os que presenciaram o exorcismo começaram a se perguntar se Jesus realmente era o Messias esperado. Um grupo de fariseus, ao escutar sobre o Messias, rapidamente sufocou a fé nascente na multidão, afirmando que “somente por meio de Beelzebul, o príncipe dos demônios, este homem expulsa os demônios”.

Jesus respondeu aos fariseus com argumentos lógicos, explicando por que Ele não expulsava demônios pelo poder de Satanás. Em seguida, falou da blasfêmia contra o Espírito Santo: “Eu afirmo a vocês que todo pecado e blasfêmia serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Quem disser alguma palavra contra o Filho do Homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo, não será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.”

O termo blasfêmia pode ser definido como “irreverência desafiadora”. Esse termo se aplica a pecados como amaldiçoar Deus ou degradar propositalmente tudo o que lhe é sagrado. Blasfêmia também envolve atribuir a Deus alguma maldade ou negar a Ele algum bem que de direito lhe pertenceria. No caso específico, trata-se da “blasfêmia contra o Espírito Santo”. Os fariseus, mesmo diante da prova irrefutável de que Jesus realizava milagres pelo poder do Espírito, afirmaram que o Senhor estava possuído por um demônio. Em determinado momento, Jesus especificou o que eles haviam feito para cometer essa blasfêmia: “Ele disse isso porque eles afirmavam: ‘Ele tem um espírito imundo’.”

A blasfêmia contra o Espírito está relacionada a acusar Jesus Cristo de ser possuído por demônios, em vez de ser cheio do Espírito. Esse tipo de blasfêmia não pode ser replicado nos dias de hoje com a mesma essência do tempo de Jesus. Os fariseus viviam um momento único: possuíam a Lei e os Profetas, tinham o Espírito Santo atuando em seus corações, e o próprio Filho de Deus estava diante deles, realizando milagres. Nunca na história do mundo – e nunca mais – tanta luz divina foi concedida aos homens; se alguém pudesse reconhecer Jesus pelo que Ele era, certamente seriam os fariseus. Contudo, optaram pela rebeldia. Atribuíram propositalmente a obra do Espírito ao diabo, mesmo sabendo da verdade e tendo a prova. Jesus declarou que essa cegueira intencional era imperdoável, pois sua blasfêmia contra o Espírito Santo simbolizava o rejeição definitiva da graça de Deus. Eles traçaram seu próprio caminho, e Deus permitiria que seguissem rumo à perdição.

Jesus declarou que a blasfêmia dos fariseus “não seria perdoada, nem neste mundo, nem no vindouro”, ou seja, seu pecado jamais seria perdoado – nem agora, nem na eternidade. Em outras palavras, eles eram culpados de um pecado eterno.

Como consequência imediata da rejeição pública de Cristo pelos fariseus – e da consequente rejeição de Deus a eles – Jesus passou a ensinar por meio de parábolas. Os discípulos, perplexos com essa mudança de método, receberam a explicação de que os segredos do reino dos céus haviam sido revelados a eles, mas não àqueles que se recusavam a ver a verdade. Assim, “mesmo vendo, não veem; mesmo ouvindo, não ouvem nem entendem”. Dessa forma, Jesus passou a velar a verdade com parábolas e metáforas como resposta à condenação oficial dos líderes judeus.

Novamente, a blasfêmia contra o Espírito não pode ser repetida hoje, embora algumas pessoas tentem. Jesus Cristo não está mais na Terra – Ele está sentado à direita de Deus. Ninguém pode testemunhar pessoalmente um milagre realizado por Jesus e, em seguida, atribuir esse poder a Satanás em vez do Espírito.

O pecado imperdoável nos dias de hoje é o estado de incredulidade contínua. O Espírito Santo, agora, convence o mundo não salvo do pecado, da retidão e do juízo. Resistir a essa convicção e permanecer deliberadamente sem arrependimento é “blasfemar” contra o Espírito. Não há perdão, nem agora nem na eternidade, para aquele que rejeita o chamado do Espírito para confiar em Jesus Cristo e morre na incredulidade. O amor de Deus está evidente: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. E a escolha é clara: “Quem crer no Filho terá a vida eterna, mas quem rejeitar o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

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