O que a Bíblia diz sobre astrologia e o zodíaco? É a astrologia algo que um cristão deve estudar?

A Bíblia tem muito a dizer sobre as estrelas. O mais básico para nossa compreensão delas é que Deus as criou, demonstrando Seu poder e majestade. Os céus são obra das mãos de Deus, que numerou e nomeou cada uma delas.

A Escritura também ensina que Deus organizou as estrelas em grupos que conhecemos como constelações. Três exemplos mencionados são Órion, a Ursa Maior e a “serpente curva” (provavelmente Draco). Ainda se faz referência a grupos, como as Plêiades (as Sete Estrelas). Deus é quem determina a disposição dessas constelações, trazendo-as à existência “cada qual em sua época”. Em um trecho, Ele menciona o “Mazzaroth”, usualmente traduzido como “constelações”, que muitos interpretam como uma alusão às doze constelações do zodíaco.

As constelações têm sido acompanhadas e estudadas por milênios. Egípcios e gregos já conheciam o zodíaco e o utilizavam para marcar o início da primavera, muito antes de Cristo. Diversos escritos abordam o significado dessas formações, chegando a sugerir que elas possam representar o plano redentor de Deus – por exemplo, a constelação de Leão pode ser vista como uma representação celestial do Leão da tribo de Judá, e Virgem como um lembrete da mulher que deu à luz a Cristo. No entanto, a Bíblia não atribui a essas ou a outras constelações nenhum “significado oculto”.

A Escritura afirma que as estrelas, juntamente com o sol e a lua, foram criadas para servirem como “sinais” e para marcar “estações”, isto é, para delimitarem o tempo. Elas também funcionam como indicadores de navegação, tendo sido usadas ao longo da história para orientar os caminhos dos homens pelo mundo.

Deus utilizou as estrelas para ilustrar Sua promessa de dar a Abraão uma descendência incontável. Assim, sempre que Abraão contemplava o céu noturno, era lembrado da fidelidade e bondade divina. Ainda se diz que o julgamento final da terra será acompanhado por eventos astronômicos ligados às estrelas.

A astrologia consiste na interpretação de uma suposta influência das estrelas (e planetas) sobre o destino humano. Segundo essa crença, o signo sob o qual alguém nasceu afetaria seu futuro. Essa ideia é falsa. Os astrólogos da corte babilônica foram desmentidos pelo profeta Daniel e se mostraram incapazes de interpretar o sonho do rei. Deus critica os astrólogos, prevendo um juízo severo contra eles. Além disso, a prática da astrologia, enquanto forma de adivinhação, é expressamente proibida na Escritura, e os filhos de Israel foram advertidos a não adorarem a “hoste dos céus”. Em diversas ocasiões, o culto às estrelas levou Israel ao juízo divino.

As estrelas devem inspirar em nós um sentimento de admiração diante do poder, da sabedoria e da infinitude de Deus. Devemos usá-las para acompanhar o tempo e o espaço e para nos lembrar da fidelidade do Criador, que cumpre sempre Suas promessas. Nossa sabedoria provém de Deus, e não das estrelas, sendo a Palavra divina o nosso guia na vida.

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