Jesus chorou – Por que Jesus chorou?
Dois trechos nos Evangelhos e um das Epístolas ensinam que Jesus chorou. Nos Evangelhos, nosso Senhor chorou ao contemplar a miséria humana, demonstrando Sua natureza amorosamente humana, Sua compaixão pelas pessoas e a vida que Ele oferece àqueles que creem. Ao chorar, Jesus revelou todas essas qualidades.
No relato sobre a morte e ressurreição de Lázaro, irmão de Maria e Marta e amigo do Senhor, Jesus chorou ao se reunir com as irmãs e outros que lamentavam a perda de Lázaro. Ele não chorou pela morte em si, pois sabia que Lázaro seria ressuscitado e passaria a eternidade com Ele no céu. Contudo, não pôde deixar de chorar diante do pranto e dos lamentos de Maria, Marta e dos demais enlutados. A linguagem original indica que Nosso Senhor derramou “lágrimas silenciosas”, lágrimas de compaixão por Seus amigos.
Se Jesus estivesse presente quando Lázaro estava morrendo, Sua compaixão o teria levado a curar o amigo naquele momento. No entanto, evitar a morte poderia ser visto por alguns como uma circunstância eventual ou um “milagre menor”, e não havia espaço para qualquer dúvida. Assim, Lázaro permaneceu quatro dias na sepultura antes de Jesus chamá-lo publicamente de volta à vida. O Pai quis que as testemunhas soubessem que Jesus era o Filho de Deus, enviado por Deus, e que tanto o Filho quanto o Pai compartilhavam a mesma vontade em todas as coisas. Somente o Deus verdadeiro poderia ter realizado um milagre tão impressionante, e por meio desse feito tanto o Pai quanto o Filho foram glorificados, fazendo muitos crerem.
Em outro relato, quando o Senhor fazia sua última viagem a Jerusalém, pouco antes de ser crucificado, Ele se recordou das palavras que havia proferido: “Ó Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes desejei reunir os teus filhos, como uma galinha reúne seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram.” Aproximando-Se da cidade e pensando em todas aquelas almas perdidas, Ele a contemplou e chorou por ela. O termo usado para “chorar” aqui é o mesmo que descreve o pranto de Maria e dos outros, evidenciando que Jesus chorou em voz alta, imerso na angústia pelo futuro de Jerusalém, um futuro que se concretizaria em escaramuças sangrentas e na perda de inúmeras vidas.
O choro do Senhor nessas duas ocasiões foi distinto, pois os desfechos eternos eram completamente diferentes. Marta, Maria e Lázaro receberam a vida eterna por crerem no Senhor Jesus Cristo, enquanto a maioria dos habitantes de Jerusalém não creu e, por isso, não obteve a vida eterna. Tal realidade persiste também hoje, quando Jesus declara: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”






