Pergunta
Resposta
Os dispensacionalistas observam que Deus atuou com pessoas diferentes em tempos distintos e de maneiras diversas. Normalmente, são identificadas sete dispensações: Inocência, Consciência, Governo, Promessa, Lei, Graça e Reino Milenar. Cada dispensação revela um padrão de seis pontos, envolvendo os administradores da dispensação, sua responsabilidade, um período específico de tempo, uma falha, o julgamento resultante e a graça de Deus.
A segunda dispensação é a da Consciência – que vai desde a expulsão do homem do Jardim do Éden até o Dilúvio, abrangendo aproximadamente 1.656 anos.
- Administradores: Caim, Sete e suas famílias
- Período: Do momento da expulsão do homem do Jardim do Éden até o Dilúvio
- Responsabilidade: Fazer o bem e oferecer sacrifícios de sangue
- Falha: A propagação da maldade
- Julgamento: O Dilúvio mundial
- Graça: Noé e sua família foram salvos
Durante a dispensação da Consciência, a humanidade foi piorando cada vez mais. Embora o homem devesse escolher fazer o bem e se aproximar de Deus por meio de sacrifícios de sangue, foi nesse período que ocorreu a primeira morte, quando Caim matou seu irmão Abel. Deus havia aceitado o sacrifício animal de Abel, mas rejeitou o sacrifício de cereais de Caim. Antes do crime, Deus advertiu Caim sobre o pecado iminente e lhe disse que ainda era possível escolher o bem. Mesmo tendo a oportunidade de oferecer um sacrifício adequado, Caim deixou que o ciúme obscurecesse sua mente, exigindo que Deus se agradasse de seus próprios esforços e recusando-se a seguir o plano divino. Esse mesmo tipo de pensamento ainda aflige a humanidade atualmente, quando as pessoas tentam se aproximar de Deus por seus próprios termos, em vez de obedecer aos seus propósitos.
A humanidade falhou em deixar que sua consciência fosse um guia confiável para escolher o que é certo. Através dessa falha, Deus demonstrou que não se pode depender unicamente da consciência humana, que se mostrou um guia extremamente limitado. Dentre todos aqueles que viveram nessa dispensação, apenas Abel, Enoque e Noé foram considerados justos. Em meio à crescente maldade, a solução de Deus foi destruir o homem e todos os animais terrestres, preservando apenas Noé, que encontrou favor aos olhos do Senhor.
Noé advertiu seus contemporâneos durante 120 anos, enquanto construía a arca e Deus demonstrava grande paciência. Como Juiz justo, o Senhor lidava com o pecado de maneira rápida e severa no Antigo Testamento, e seu julgamento, bem como a graça manifestada nesse julgamento, nos traz lições para os dias de hoje. Se Deus não poupou o mundo antigo, mas preservou Noé e outros sete, então Ele sabe como resgatar os piedosos das tribulações e reservar os ímpios para o dia do juízo, mantendo-os sob a contínua punição.
Da mesma forma, os gentios de hoje também têm a responsabilidade de ter sua consciência como testemunha de seus atos. Deus estendeu sua graça a Noé e sua família, instruindo-os na construção da arca e estabelecendo um pacto com eles. Ao salvar oito pessoas e conduzi-las a uma nova dispensação, Deus deixou clara a importância da fé e da obediência. O apóstolo Pedro ilustra essa verdade ao comparar a salvação de Noé – conduzido em segurança pelas águas – com a nossa salvação, que se manifesta através do batismo do Espírito Santo. Esse batismo não se refere à remoção da sujeira do corpo, mas sim a um apelo a Deus por uma consciência limpa, fundamentado na ressurreição de Jesus Cristo.






