Pergunta
Pessoas têm ideias diferentes sobre o céu. Muitas não possuem uma compreensão real de Deus, mas ainda assim gostam de imaginar o céu como o “lugar melhor” para onde todos nós vamos quando morrermos. Em geral, as concepções populares sobre o céu são meras esperanças vagas, como “talvez eu ganhe na loteria algum dia”. A maioria das pessoas não reflete sobre o céu até que compareça a um funeral ou perca alguém querido. É comum referir-se ao céu como o lugar para onde “as pessoas boas vão” – e, claro, todo mundo que conhecem e amam é incluído nessa categoria.

No entanto, a Bíblia tem muito a dizer sobre a vida após a morte, contrapondo a opinião popular. Em João 3:16, consta que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” Em seguida, no versículo 36, Jesus afirma que “todo aquele que crer no Filho terá a vida eterna, mas o que rejeitar o Filho não verá a vida, e a ira de Deus permanece sobre ele.” Ainda, Hebreus 9:27 ressalta que “está determinado que os homens morram uma só vez, e depois disso vem o juízo.” Segundo essas passagens, todos morrem, mas nem todos conseguem entrar no céu.
Deus é santo e perfeito, e o céu – como Sua morada – também precisa ser santo e perfeito. Conforme descrito nas Escrituras, “não há nenhum justo, nem mesmo um” (Romanos 3:10). Nenhum ser humano é santo e perfeito; ninguém é “bom o bastante” para o céu. As pessoas que chamamos de “boas” não são boas diante da perfeição sem pecado de Deus. Se Deus permitisse que humanos pecadores entrassem na perfeição do céu, esse lugar deixaria de ser perfeito. O padrão que deve ser utilizado para determinar quem é “bom o bastante” é unicamente o de Deus, e Ele já decidiu. Romanos 3:23 esclarece que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”, e a consequência desse pecado é a separação eterna de Deus.
O pecado precisa ser punido, pois, caso contrário, Deus não seria justo. O julgamento a que estamos sujeitos na morte é simplesmente Deus atualizando as nossas contas e proferindo sentença pelos nossos crimes contra Ele. Não temos como corrigir as nossas falhas; as nossas boas ações não compensam as más. Assim como uma gota de veneno em um copo d’água contamina sua totalidade, um único pecado destrói a perfeição.
Por esse motivo, Deus se fez homem e assumiu nossa punição. Jesus, que é Deus encarnado, viveu uma vida sem pecado em obediência ao Pai. Apesar de não ter pecado, foi na cruz que Ele tomou sobre Si os nossos pecados, pagando o preço que tínhamos que pagar. Ao assumir essa dívida, podemos ser declarados santos e perfeitos. Quando confessamos nossos pecados e buscamos o perdão com base no sacrifício de Cristo, somos salvos – como se Ele carimbasse “Quitado” sobre a nossa dívida de pecado.
No dia em que estivermos diante de Deus, não teremos como conquistar a entrada no céu com base em nossos méritos, pois não temos nada a oferecer. Comparados ao padrão de santidade de Deus, nenhum de nós é bom o bastante. Mas Jesus é bom o suficiente, e é por meio Dele que podemos alcançar o céu. As Escrituras nos ensinam que os que entrarão no reino de Deus são aqueles que, reconhecendo sua necessidade de um Salvador, colocam sua fé no Senhor Jesus Cristo. Esses pecadores, ao reconhecerem a sua condição e aceitarem humildemente a oferta de perdão de Deus, se arrependem dos velhos hábitos e se comprometem a seguir a Cristo. Eles não tentam conquistar o perdão por suas próprias obras, mas o recebem de bom grado com corações gratos. Essa fé redentora transforma vidas e se apoia totalmente na graça de Deus.






