Casamentos Arranjados na Bíblia
Muitos dos casamentos mencionados na Bíblia foram arranjados, envolvendo a participação dos pais na escolha do parceiro para seus filhos. Essa prática variava bastante de uma família para outra e de uma comunidade para outra, mas encontros matrimoniais desse tipo foram comuns desde os primeiros tempos. Por exemplo, Abraão instruiu seu servo a encontrar uma esposa para seu filho Isaque. O servo encontrou uma candidata, Rebeca, demonstrando que ela teve alguma opção quanto a aceitar a proposta (conforme os versículos 57-58).
Posteriormente, o filho de Rebeca, Jacó, encontrou uma mulher pela qual se encantou e chegou a um acordo com seu pai, Labão, para trabalhar sete anos em troca de Raquel em casamento. Embora o casamento tenha sido arranjado, tanto Raquel quanto Jacó pareceram ter desejado essa união.
Diferentemente dos casamentos ocidentais atuais, que geralmente envolvem muitos encontros antes da união, o costume judaico antigo era mais reservado. Ele incluía uma atração mútua entre o homem e a mulher, o acordo celebrado entre as duas famílias, a apresentação de um dote à família da noiva e uma celebração de casamento de sete dias. O costume do noivado na tradição judaica também contribuía para que as relações sexuais antes do casamento fossem menos comuns, reduzindo, assim, a incidência de divórcios.
Em resumo, os casamentos arranjados eram a norma na antiguidade, conforme demonstrado por diversos exemplos no Antigo Testamento. Esse sistema surgiu de um forte senso de família e fidelidade, que ajudava a solidificar o compromisso com o pacto matrimonial. Ainda assim, muitos dos matrimônios narrados na Bíblia eram resultado de arranjos formais nos quais tanto o homem quanto a mulher desejavam se unir.






