Como nosso corpo de ressurreição será diferente do nosso corpo atual?
No início da sua primeira carta à igreja em Corinto, Paulo discute as grandes diferenças entre os nossos corpos terrenos e os corpos ressuscitados. Contrastando nossos corpos atuais com o esplendor dos corpos celestiais, ele ensina que “o corpo que é semeado é corruptível, mas ressuscitado é incorruptível; é semeado em desonra, mas ressuscitado em glória; é semeado em fraqueza, mas ressuscitado em poder; é semeado um corpo natural, mas ressuscitado um corpo espiritual” (ênfase original).
Através do primeiro Adão, recebemos nossos corpos naturais, perfeitamente adaptados ao ambiente terrestre. Contudo, após a Queda, estes se tornaram corruptíveis. Por conta da desobediência, a humanidade passou a ser morta; envelhecimento, deterioração e, por fim, a morte passaram a afetar a todos nós. Viemos do pó e, ao pó, retornaremos. Em contrapartida, os nossos corpos de ressurreição serão “ressuscitados de forma incorruptível”. Eles jamais experimentarão doenças, decadência ou morte. Assim, “quando aquilo que é corruptível se revestir de incorruptibilidade… a palavra que está escrita se cumprirá: ‘A morte foi tragada na vitória’”.
Como consequência da Queda, fomos “semear em desonra”. Fomos originalmente criados perfeitos e à imagem de Deus, mas o pecado trouxe desonra. Contudo, os crentes têm a promessa de que nossos corpos imperfeitos e desonrados um dia ressuscitarão em glória. Livres das limitações impostas pelo pecado, nossos corpos ressuscitados serão dignos e perfeitamente capacitados para agradar e louvar o nosso Criador por toda a eternidade.
Nossos corpos atuais também são caracterizados pela fraqueza e fragilidade. Os nossos “templos” terrenos são, sem dúvida, frágeis e suscetíveis a diversas enfermidades. Além disso, somos enfraquecidos pelo pecado e pela tentação. Mas um dia nossos corpos serão elevados em poder e glória, e não estarão mais sujeitos às imperfeições e fragilidades que hoje nos cercam.
Por fim, o corpo ressuscitado será espiritual. Embora nossos corpos naturais sejam adequados para a vida na terra, este é o único reino em que podemos viver atualmente. “Carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus”. Após a ressurreição, receberemos um “corpo espiritual”, perfeitamente adaptado para habitar o céu. Isso não significa que seremos apenas espíritos – pois espíritos não possuem corpos – mas que os nossos corpos ressuscitados não necessitarão de sustentação física nem dependerão dos meios naturais para manter a vida.
Um vislumbre do que será o nosso corpo de ressurreição pode ser dado ao lembrarmos das aparições pós-ressurreição de Jesus. Ele ainda exibia feridas visíveis e os discípulos podiam tocá-Lo fisicamente, mas Ele conseguia se locomover com facilidade, aparecendo e desaparecendo à vontade. Jesus podia atravessar paredes e portas, mas também podia comer, beber, sentar-se e conversar. As Escrituras afirmam que os nossos “corpos humildes” serão assim como o Seu corpo glorioso. De fato, as limitações físicas impostas pelo pecado que hoje comprometem a nossa capacidade de servi-Lo completamente na terra serão para sempre eliminadas, permitindo-nos louvá-Lo e glorificá-Lo por toda a eternidade.






