Como posso detectar uma falsa conversão?
Converter-se significa “nascer de novo”. No momento da conversão, a pessoa é preenchida com o Espírito Santo e inicia uma jornada de abandono do pecado e de dedicação ao culto e serviço ao Senhor. Uma “falsa conversão” não é conversão alguma. Pode até parecer uma verdadeira conversão operada pelo Espírito, mas não o é. As razões para as falsas conversões são variadas. Às vezes, a pessoa que passa por essa experiência nem se dá conta; em outras, há uma intenção deliberada de enganar. Nem todo aquele que afirma ter sido convertido, de fato, passou por essa transformação.
Assim como aqueles que são treinados para reconhecer dinheiro falsificado se familiarizam intimamente com o verdadeiro, para detectar uma falsa conversão é necessário, primeiramente, saber como é o comportamento cristão genuíno. Fazemos isso estudando e conhecendo profundamente a Palavra de Deus. Aprendemos, por exemplo, na Parábola do Joio e do Trigo que Satanás trabalha para enganar a igreja misturando os seus filhos com os filhos de Deus, dificultando, muitas vezes, que os crentes discernam o verdadeiro do falso. Quanto mais familiarizados estivermos com as Escrituras, mais fácil será distinguir os verdadeiros cristãos dos convertidos falsos.
Os verdadeiros cristãos são “nascidos de novo” e são governados pelo Espírito Santo; não estão mais sob o domínio de sua natureza pecaminosa. De fato, os cristãos nascidos de novo têm o Espírito de Cristo habitando em seus corações, tornando-se novas criaturas: “O velho já passou, eis que tudo se fez novo!” Quando uma pessoa recebe Cristo, grandes mudanças espirituais ocorrem nela, e os verdadeiros convertidos demonstram as características genuínas dos cristãos. Por exemplo, entendem a importância de permanecer diuturnamente na Palavra de Deus, que não só ensina como podemos ser salvos dos nossos pecados, mas também como ser capacitados para servir a Deus e alcançar o verdadeiro sucesso na vida. Os verdadeiros cristãos andam na luz e obedecem aos mandamentos divinos, pois “o amor de Deus é aperfeiçoado naqueles que obedecem à Sua palavra”.
Os cristãos vivem pelo Espírito para não satisfazer os desejos da carne, “pois a natureza pecaminosa deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito, o que é contrário à natureza pecaminosa”. As coisas deste mundo – “os desejos da carne, o brilho dos olhos e a soberba da vida” – já não têm domínio sobre a vida do verdadeiro crente. De fato, “os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza pecaminosa, com seus desejos e paixões”. Não vivemos mais para nós mesmos; vivemos para Aquele que morreu por nós, sacrificando nossos desejos e ambições e substituindo-os pelos de Cristo. Embora jamais sejamos completamente vitoriosos em nossa caminhada cristã, os verdadeiros convertidos não se entregam repetidamente ao comportamento pecaminoso, pois “ninguém nascido de Deus continua a pecar, já que a semente divina permanece nele”. Essa nova natureza revela o caráter habitual da justiça, produzido pelo Espírito Santo.
Em Seus ensinamentos, Cristo afirma que a estrada que conduz à vida eterna é estreita e que “apenas poucos a encontram”. Por outro lado, o caminho largo, com os seus atrativos mundanos, leva à destruição, sendo seguido por “muitos”. Muitos que alegam ser cristãos convertidos jamais deixam o caminho largo, pois desejam uma forma de cristianismo fácil, com poucas exigências. Contudo, quando “a tribulação ou a perseguição vem por causa da palavra”, esses se afastam rapidamente, produzindo poucos, se é que produzem algum fruto. Sabemos, porém, que a fé verdadeira em Cristo transforma profundamente a vida e nos faz produzir abundante fruto para a glória de Deus. Afinal, o fruto é o teste da salvação genuína, que se manifesta por meio da santidade, do caráter cristão, das boas obras, do convencimento de outros a Cristo, do compartilhamento do que possuímos e da louvação a Deus. Como disse o próprio Cristo: “Pelos seus frutos os conhecerão… Nenhuma árvore boa produz fruto mau, nem árvore má produz fruto bom.”
Os pecadores verdadeiramente convertidos confiaram somente em Cristo e buscam, continuamente, se tornar cada vez mais semelhantes a Ele. Aqueles que afirmam ser cristãos devem demonstrar as características dos verdadeiros convertidos: uma doutrina sólida, obediência à Palavra de Deus e amor. Eles se empenham sem vergonha em propagar as boas novas do evangelho, cientes de que podem ser ridicularizados em tempos cada vez mais seculares. E, embora os falsos cristãos possam, por vezes, nos enganar, certamente não enganarão Deus, pois nada está oculto aos olhos dAquele de quem devemos prestar contas. Ao final dos tempos, os anjos de Deus separarão os verdadeiros dos falsos cristãos.





