A Palavra de Deus ensina que muitos se desviam da fé e se ferem com inúmeras tristezas quando permitem que o dinheiro tenha um domínio impróprio sobre seus corações. Por isso, as Escrituras contêm centenas de versículos que orientam como devemos tratar o dinheiro – inclusive no que diz respeito a emprestar.
Moisés abordou essa questão no Antigo Testamento. Basicamente, os israelitas não podiam cobrar juros ao emprestar dinheiro a um irmão necessitado, embora pudessem cobrar juros em empréstimos a estrangeiros. Essa regra da Lei Mosaica abrangia, inclusive, proibições sobre cobrar juros em alimentos ou qualquer outra coisa que pudesse render juros. O objetivo era duplo: evitar agravar a situação dos pobres com juros e assegurar que o credor generoso recebesse bênçãos que superassem qualquer ganho financeiro. Além disso, a cada sete anos os credores deveriam perdoar todas as dívidas dos companheiros israelitas.
No Novo Testamento, Jesus nos instrui a não nos afastarmos de quem precisa tomar emprestado, orientação que se estendeu até mesmo aos nossos inimigos na hora da necessidade. Ele ensinou: “Mas amem seus inimigos e emprestem-lhes sem esperar nada em troca, e a sua recompensa será grande.” Há diversas passagens que nos exortam a manter um coração generoso, especialmente com os menos favorecidos. Moisés, por exemplo, afirmou: “Se houver um pobre entre os seus irmãos em qualquer cidade desta terra que o Senhor seu Deus lhe está dando, não seja duro ou avarento com o seu pobre irmão; antes, abra generosamente a sua mão e empreste-lhe o que lhe faltar.”
A mensagem clara das Escrituras é que Deus espera que os Seus filhos ajam com retidão ao emprestar dinheiro. Essa lição nos lembra que nossa capacidade de gerar riqueza vem d’Ele – sendo Ele quem determina tanto a pobreza quanto a abundância, humilhando e exaltando. Embora não haja nada de errado em emprestar dinheiro de maneira legítima e esperar ser reembolsado com um juros justo, os ensinamentos bíblicos também alertam contra a contração de dívidas, pois elas podem nos tornar escravos dos credores. Deus prefere que busquemos Nele a solução para nossas necessidades. Ademais, o salmista nos lembra da importância de pagar nossas dívidas, pois ao emprestar dinheiro a alguém, aumentamos o fardo dessa pessoa e facilitamos sua queda.
Como alguém certa vez disse, “Antes de pegar dinheiro emprestado de um amigo, decida de quem você mais precisa.” Não há dúvida de que amizades podem ser abaladas ou até perdidas devido a questões financeiras. Contudo, se ambos os lados agirem dentro dos parâmetros bíblicos, os problemas podem ser evitados. Em algumas situações, para preservar um relacionamento importante, presentear pode ser uma alternativa melhor que emprestar. Deus espera que Seus filhos auxiliem os necessitados, oferecendo seu tempo, talentos e recursos. Como ensinou Jesus: “Dê, e lhe será dado. Uma medida generosa, recalcada, sacudida e transbordante, será derramada no seu colo. Pois a medida que você usar, também será usada para medir você.”






