O que é Sexta-feira Santa?
Sexta-feira Santa, também chamada de “Sexta-feira Sagrada”, é a sexta-feira imediatamente anterior ao Domingo de Páscoa. Tradicionalmente, é celebrada como o dia da crucificação de Jesus.

Muitos cristãos celebram a Sexta-feira Santa com um serviço reservado, geralmente no período da noite. O canto de hinos solenes, a oferta de orações, as leituras das Escrituras e uma mensagem sobre o sofrimento de Cristo em nosso favor costumam fazer parte da celebração. Além disso, a morte de Cristo é lembrada com a observância da Ceia do Senhor, ou comunhão. Em algumas tradições, é imposto um jejum rigoroso neste dia, os fiéis se vestem de preto e deixam de trabalhar, tratando a data como um dia de luto. Em determinados países, as pessoas preparam pãezinhos com cruzes quentes e os compartilham com amigos e familiares. Independentemente da forma de observância, o grande sacrifício de Cristo deve ser o foco principal.
A morte de Cristo, comemorada na Sexta-feira Santa, foi diferente de qualquer outra morte. A morte de Jesus foi realmente um sacrifício pelo pecado: “Pois Deus apresentou Jesus como sacrifício pelo pecado. As pessoas se reconciliam com Deus ao acreditarem que Jesus sacrificou sua vida, derramando seu sangue. Esse sacrifício demonstra que Deus agiu com justiça ao conter e não punir aqueles que pecaram no passado, pois Ele estava olhando para o futuro e os incluía no que faria neste tempo presente. Deus fez isso para demonstrar Sua retidão, pois Ele próprio é justo e faz com que os pecadores sejam justificados diante de Seus olhos quando creem em Jesus” (Romanos 3:25–26, NLT).
A Bíblia não orienta os cristãos a observarem a Sexta-feira Santa, nem a proíbe. Ela nos concede liberdade nesse aspecto. Romanos 14:5 diz: “Para um, um dia é mais sagrado do que outro; para outro, todos os dias são iguais. Cada um deve estar plenamente convencido em sua própria mente.” Os crentes devem lembrar da morte de Cristo sempre que observam a ordenança da Ceia do Senhor. As palavras de Jesus na Última Ceia estão registradas em 1 Coríntios 11:24: “Façam isto em memória de mim.” E Paulo explica o propósito da ordenança: “Pois sempre que comerem este pão e beberem deste cálice, vocês proclamam a morte do Senhor até que Ele venha” (1 Coríntios 11:26).
O que há de “bom” na Sexta-feira Santa? O que as autoridades judaicas e os romanos fizeram a Jesus definitivamente não foi bom – foi mau (veja os capítulos 26–27 de Mateus). A resposta está na etimologia da palavra inglesa good. No inglês médio, o adjetivo gọ̄d tinha o sentido de “santo” ou “sagrado”. Antes da padronização da ortografia, a palavra também era encontrada como gode, goed, gude, goid e good (Middle English Dictionary, Regents da Universidade de Michigan, 2025). Essa conotação de “sagrado” se mantém nas observâncias modernas de Sexta-feira Santa.
Além da etimologia, a Sexta-feira Santa pode ser considerada “boa” pelos resultados alcançados com a morte de Cristo na cruz. O sacrifício de Jesus foi uma demonstração do amor de Deus por nós (Romanos 5:8). Por meio da morte de Cristo, podemos ter paz com Deus: “Enquanto ainda éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com Ele pela morte de Seu Filho” (Romanos 5:10). Como afirma 1 Pedro 3:18, “Cristo sofreu pelos nossos pecados uma vez por todas. Ele nunca pecou, mas morreu pelos pecadores, para que vocês fossem levados seguramente para casa, junto a Deus” (NLT).
Nesta primeira Sexta-feira Santa, parecia que o mal estava no controle, mas isso foi apenas uma situação temporária. De fato, Jesus deixou claro que os poderes das trevas receberam permissão divina para agir contra Ele (Lucas 22:53; cf. João 10:18). Jesus disse a Pilatos: “Você não teria poder sobre mim se não lhe fosse concedido do alto” (João 19:11). Deus permitiu o ódio, a conspiração, as falsas acusações, os julgamentos simulados e o assassinato de Seu Filho na Sexta-feira Santa. Por meio da crucificação de Cristo, Deus utilizou os desejos mais mesquinhos dos homens maus para realizar o bem maior: a oferta da salvação para a humanidade. O resultado foi glorioso: “Ele levou o pecado de muitos e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).
Para saber mais sobre o significado da Sexta-feira Santa e por que a morte de Jesus na cruz é tão importante, consulte nosso artigo “O que significa aceitar Jesus como seu Salvador pessoal?”
Calendário da Sexta-feira Santa:
2025 — 18 de abril
2026 — 03 de abril






