O que é Asatru?

O que é Asatru?

Asatru é uma religião nórdica baseada no antigo paganismo da era dos vikings. A palavra Asatru significa “fé ou crença nos deuses”, referindo-se especificamente a um grupo de deuses nórdicos chamados Æsir. Nos tempos recentes, o neopaganismo tem crescido, incluindo uma versão moderna do Asatru.

De acordo com o mito nórdico da criação, os deuses chamaram o primeiro homem de Ask e a primeira mulher de Embla. Deste homem e desta mulher, originaram-se todos os humanos que habitavam a “Terra do Meio”. Inicialmente, o mundo era uma selva ou um deserto. Os Æsir limparam a selva, criando um espaço para si mesmos e para os humanos habitarem. Os deuses então criaram um lar para a humanidade, chamado Midgard. No coração de Midgard encontra-se Asgard, onde os deuses plantaram uma árvore conhecida como Yggdrasil. Enquanto essa árvore existir, o mundo existirá.

Na Escandinávia pré-cristã, deidades nórdicas como Odin, Thor, Frey e Freyja eram veneradas. Os odinistas são politeístas que acreditam que os deuses e deusas são seres reais com personalidades distintas. Hoje, o Odinismo é uma tentativa de reconstruir o antigo paganismo europeu. Embora o Odinismo às vezes esteja associado a ideologias racistas nórdicas, o Asatru pode ou não remeter a esses ideais. O paganismo racial nórdico, sinônimo do movimento odinista, representa uma redescoberta espiritual dos deuses ancestrais arianos.

Um renascimento deste paganismo germânico ocorreu no início da década de 1970, quando o governo da Islândia reconheceu o Asatru como uma organização religiosa. Desde então, o Odinic Rite foi estabelecido em países como Austrália, Inglaterra, Alemanha, Holanda e na América do Norte.

O Asatru ensina a existência de uma energia ou essência divina onipresente, que se manifesta na forma de diversos deuses e deusas. Não há, nessa crença, o conceito de “pecado original”, e, portanto, não há necessidade de “ser salvo”. Os seguidores do Asatru oram, se comunicam e honram seus deuses e deusas, buscando suas bênçãos por meio de rituais formais e meditação. Para essa tradição, as pessoas que viveram de forma virtuosa serão recompensadas na vida após a morte; entretanto, a preocupação principal é viver bem no presente, permitindo que a próxima existência siga seu curso.

Ao harmonizarem seu trabalho com a Natureza, os adeptos do Asatru passam a colaborar com os deuses, que também são entendidos como habitantes do ser humano.

Entre as deidades veneradas no Asatru estão Odin, Thor, Tyr, Frigga e Loki. Os antepassados também devem ser honrados. Diz a tradição que um seguidor de Odin, que morre com honra em batalha, alcançará Valhalla. Cada deus ou deusa possui seu próprio salão reservado para os seguidores após a morte. Alguns adeptos acreditam na reencarnação, enquanto outros defendem que as matriarcas se transformam em “disir” – uma espécie de anjo da guarda espiritual da família. Uma crença central dessa religião é o ciclo interminável de criação e destruição, em que o universo está em constante renovação.

Embora existam algumas semelhanças com o relato da criação de Adão e Eva, do livro de Gênesis, o Asatru não tem semelhanças com o Cristianismo. Na visão do Asatru, a vida e a morte ficam à mercê de um panteão caprichoso de deuses e deusas; já no Cristianismo, um Deus soberano governa tudo. O Asatru ensina a existência de uma vida após a morte, cujo destino depende de qual divindade se honra; por sua vez, o Cristianismo bíblico ensina que a pessoa chega ao céu se confiar em Jesus e ao inferno se não o fizer. Além disso, não há no Asatru o conceito de um Criador sagrado e justo que oferece ao ser humano a oportunidade de ser salvo das consequências dos seus pecados. A Bíblia ensina que Deus amou o mundo de tal forma que entregou Seu Filho único para morrer por nós.

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