O texto hebraico do Antigo Testamento é chamado de Texto Massorético porque, em sua forma atual, baseia-se na Massora – a tradição textual dos estudiosos judeus conhecidos como os massoretas. Esses rabinos dedicaram-se especialmente a corrigir os erros que haviam se infiltrado no texto do Antigo Testamento durante o cativeiro babilônico e a impedir que, no futuro, ele sofresse qualquer alteração. Primeiramente, separaram os livros apócrifos dos canônicos, dividindo estes últimos em vinte e dois volumes, correspondentes ao número de letras do alfabeto hebraico, e posteriormente subdividiram cada livro em seções e versículos.
Embora haja grande divergência sobre a data de elaboração do Texto Massorético, provavelmente ele foi concluído no século X d.C. Diversas edições existiam, com variações consideráveis, mas o texto recebido e autorizado é o de Jacob ben-chayim ibn Adonijah, que cuidadosamente selecionou e organizou os trabalhos anteriores sobre o tema, tendo sido publicado em 1524.
Mesmo que as cópias existentes do Texto Massorético remontem apenas ao século X, duas importantes evidências textuais reforçam a confiança dos críticos quanto à sua exatidão. A primeira é a descoberta sucessiva, a partir de 1947, de manuscritos em Qumran, ao longo do Mar Morto, que revelaram partes de textos vários séculos mais antigos do que os conhecidos até então. A segunda é a comparação entre o Texto Massorético e a tradução grega conhecida como Septuaginta (LXX), produzida entre 200 e 150 a.C., cujo manuscrito mais antigo data do século IV d.C. A surpreendente correspondência entre a Septuaginta, os Manuscritos do Mar Morto e o Texto Massorético assegura que Deus protegeu, de maneira divina e soberana, Sua Palavra ao longo de milhares de anos de cópia e tradução.
Para mais informações, consulte manuscritos antigos que validam o Antigo Testamento.






