O que é o Zoroastrismo?
O Zoroastrismo se baseia nos ensinamentos de Zoroastro, um profeta e filósofo iraniano do século VI a.C. Essa religião é praticamente idêntica ao Mazdeísmo (o culto a Ahura Mazda, a deidade suprema exaltada por Zoroastro). O zoroastrismo sobrevive hoje em áreas isoladas do Oriente Médio, principalmente no Irã, mas se desenvolve de forma mais próspera na Índia, onde os descendentes dos imigrantes persas zoroastristas são conhecidos como Parsis ou Parsees. Na Índia, a religião é chamada de Parsiismo. Assim como todas as religiões falsas, o zoroastrismo é incompatível com o cristianismo.
Para começar, a alegação de que o zoroastrismo seria talvez a religião monoteísta mais antiga e que teria influenciado o judaísmo, o cristianismo ou o islã simplesmente não procede. Embora se diga que o zoroastrismo teve origem no século VI a.C., ele só passa a aparecer na história registrada no século V a.C. Isso contrasta com a Bíblia, onde a maioria dos historiadores e estudiosos situa a redação do Pentateuco (Gênesis a Deuteronômio, escritos por Moisés) entre 1446 e 1406 a.C. durante as andanças de Israel pelo deserto, o que faz com que o Antigo Testamento preceda o Avesta – o texto religioso oficial do zoroastrismo – em cerca de 900 anos.
Embora não seja surpreendente ver opositores do cristianismo tentando desacreditar a fé ao afirmar que o zoroastrismo teria influenciado o cristianismo, é evidente que o conceito de um Deus único e a necessidade de um Salvador foram estabelecidos muito antes pelo povo hebreu. Inclusive, o profeta Isaías registrou, por volta de 701 a.C., uma profecia que aponta para o nascimento virginal de Cristo, antecedendo assim o surgimento do zoroastrismo em aproximadamente 100 anos.
O zoroastrismo prega que a participação ativa na vida – por meio de bons pensamentos, boas palavras e boas ações – é essencial para garantir a felicidade e manter o caos afastado. Existem diversos rituais religiosos e atos a serem praticados para assegurar a salvação. Essa abordagem contrasta fortemente com o cristianismo, que ensina que Cristo é o único caminho para a salvação e que essa salvação não pode ser conquistada por meio de obras, mas é um dom gratuito de Deus.
O profeta Zoroastro supostamente recebeu, por meio de uma visão de Vohu Manah (representando a iluminação moral, possivelmente um anjo), o conteúdo que registrou no Avesta enquanto buscava água no rio Daiti, sendo ele o único autor. Esse método de “iluminação” lembra o que é afirmado pelo profeta Maomé, que teria recebido uma visão do anjo Gabriel. A mensagem de Maomé foi transmitida por via oral durante cerca de três séculos antes de ser registrada por escribas no Alcorão. Contudo, ao depender de um único homem, é natural questionar a precisão das recitações ao longo do tempo.
Ao comparar essas “revelações” com a Bíblia, nota-se que esta foi escrita por 40 autores ao longo de 1.600 anos (aproximadamente 55 gerações), sendo que a maioria deles não se conhecia. Os autores, provenientes de cenários tão distintos como juízes, profetas, reis, sacerdotes, pastores, escribas, soldados, pescadores e médicos, escreveram em ambientes diversos – de tendas e palácios a masmorras, cidades e desertos – e em três línguas (hebraico, grego e aramaico. Mesmo assim, todos comunicam a mesma mensagem sobre Deus. Seus escritos são reconhecidos como a Palavra inerrante, verdadeira e inspirada de Deus, cuja precisão tem sido confirmada por diversas descobertas de manuscritos antigos, como os dos Manuscritos do Mar Morto.
Fica claro, portanto, que o zoroastrismo é mais uma religião que baseia a salvação em obras. Não há evidências de qualquer influência divina em seus textos religiosos e, atualmente, seus ensinamentos não têm o mesmo impacto transformador que a poderosa e viva mensagem do Deus de Cristo. Do ponto de vista cristão, espera-se que aqueles que ainda seguem os ensinamentos de Zoroastro venham a conhecer a verdade de Cristo e compreendam que a salvação, ao invés de ser alcançada pelas boas ações, é na verdade um presente gratuito concedido por Ele.






