O que são as placas Ouija? Um cristão deve usá-las?
A placa Ouija moderna foi criada no final do século XIX, quando o interesse pelo espiritismo cresceu. Também conhecida como tábua dos espíritos ou tábua falante, trata-se de um jogo composto por um tabuleiro com o alfabeto, números e as palavras “sim” e “não” impressas. Um indicador, ou planchette, é utilizado para soletrar palavras e responder perguntas simples. Supostamente, a própria placa deu o seu nome: quando questionada sobre como deveria ser chamada pelos seus criadores, ela soletrou “o-u-i-j-a”, interpretando isso como “boa sorte”.
Muitas pessoas enxergam as placas Ouija como uma forma inocente de entretenimento, enquanto outras acreditam que se tratam de ferramentas mágicas, portais para outras dimensões ou oráculos divinatórios capazes de permitir que os espíritos dos mortos se comuniquem com os vivos. Frequentemente, elas passam a ser consideradas pontos de acesso à comunicação com aqueles que “já se foram” e, ao se reunir em torno de uma placa, os participantes estariam, de certa forma, envolvidos em uma sessão mediúnica. Essa interpretação, contudo, pressupõe que espíritos – ou fantasmas – existam e que, de alguma forma, desejem ou sejam capazes de se manifestar no mundo dos vivos.
A Bíblia não menciona especificamente as placas Ouija, mas trata da prática da adivinhação e da tentativa de contato com os mortos. Em Levítico 19:31, por exemplo, somos advertidos a não recorrer a médiuns ou espíritas, pois isso pode nos contaminar espiritualmente. Em Deuteronômio 18:10–12, a prática da adivinhação, feitiçaria e o contato com os mortos são condenados, assim como em Isaías 8:19, que exorta o povo a buscar a orientação de Deus em vez de consultar os espíritos. Já em Gálatas 5:19–20, a feitiçaria é mencionada entre as obras da natureza pecaminosa.
Os ocultistas afirmam que as placas Ouija funcionam porque os espíritos movimentam o indicador para responder às perguntas. No entanto, a ciência ainda não comprovou que o movimento do indicador não seja resultado do toque dos próprios participantes vivos. De fato, quando os participantes ficam vendados, os espíritos parecem ficar bastante confusos, e a placa deixa de funcionar corretamente.
Brincar com uma placa Ouija significa adentrar o campo do ocultismo – algo que definitivamente não é recomendável para um cristão. Buscar sabedoria independemente de Deus, especialmente quando envolve invocar espíritos familiares ou dos que já partiram, é claramente proibido nas Escrituras. Por mais inofensivas que possam parecer, as placas Ouija podem abrir caminho para que demônios invadam nossos corações e mentes. Satanás, que é mentiroso e se disfarça como anjo de luz, tem enganado muitas pessoas, levando-as a acreditar que estão se comunicando com amigos ou familiares, quando, na verdade, estão em contato com forças malignas.
Da mesma forma que se evita uma ameaça física, deve-se evitar a utilização de placas Ouija – “pois, como nos ensina a Escritura, o inimigo, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge, buscando a quem devorar”. A resposta bíblica para lidar com objetos e práticas ligadas ao oculto (sejam livros, músicas, joias ou jogos) é reconhecer o envolvimento com o pecado e eliminar tais influências, conforme exemplificado em passagens que demonstram a renúncia a práticas contrárias à vontade de Deus.






