O que é permitido para um casal cristão fazer no sexo?
A Bíblia diz que “o casamento deve ser honrado por todos, e a cama conjugal preservada, pois Deus julgará os adúlteros e todos os imorais” (Hebreus 13:4). As Escrituras nunca especificam o que um marido e uma esposa podem ou não fazer sexualmente, então, como saber se algo é permitido na intimidade do casamento? A Bíblia apresenta princípios gerais para o sexo dentro do casamento:

- O sexo deve honrar a Deus — Nossos corpos foram criados para glorificar o Senhor, não para serem dominados por paixões ou utilizados na imoralidade sexual (1 Coríntios 6:12–13). “Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês” (1 Coríntios 6:20).
- O sexo deve ser exclusivo — A intimidade sexual é restrita ao relacionamento entre marido e esposa (1 Coríntios 7:2).
- O sexo deve ser amoroso e voltado ao outro — Em 1 Coríntios 7:3–4 é ensinado que “O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a esposa, e da mesma forma a esposa para com o marido. A esposa não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e do mesmo modo, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a esposa.” Cada cônjuge, de maneira amorosa, se entrega ao outro.
- O sexo conjugal deve ser frequente — “Não se privem um do outro, a não ser por comum consentimento, por um tempo, para que se dediquem à oração. Depois, voltem a se unir, para que o diabo não os tente por causa da falta de autocontrole” (1 Coríntios 7:5).
- O sexo no casamento une — A intimidade sexual fortalece a união entre marido e esposa e solidifica o aspecto de “tornar-se uma só carne” do casamento, não apenas fisicamente, mas também emocional, intelectual, espiritual e de todas as outras formas.
Se o ato sexual em questão obedecer a esses princípios e ambos os cônjuges concordarem em se amar dessa maneira, não há motivo bíblico para considerá-lo pecado. O princípio do “consentimento mútuo” vale tanto para a abstinência quanto para as práticas sexuais dentro do casamento. Nenhum dos parceiros deve ser coagido a fazer algo com o qual não se sinta completamente confortável ou que considere errado. Se marido e esposa decidirem, de comum acordo, experimentar algo novo (por exemplo, sexo oral, posições diferentes, brinquedos sexuais etc.), a Bíblia não apresenta nenhuma razão para proibi-lo.
No entanto, há práticas que nunca são permitidas para um casal casado. Atividades como “trocas”, “swinging” ou a inclusão de terceiros (trios, grupos, etc.) caracterizam adultério (Gálatas 5:19; Efésios 5:3; Colossenses 3:5; 1 Tessalonicenses 4:3). O adultério é pecado, mesmo que o cônjuge permita, aprove ou participe. Assistir pornografia também é uma prática que deve ficar fora dos limites para um casal, pois ela apela para “a luxúria da carne e dos olhos” (1 João 2:16), sendo, portanto, condenada por Deus.
As Escrituras oferecem uma grande liberdade para a intimidade no casamento. Desde que as práticas sexuais do casal sejam realizadas de forma a honrar a Deus, sejam exclusivas, amorosas, voltadas para o outro, unificadoras e decididas em comum acordo, elas carregam a bênção divina.






