Os Pais Fundadores dos Estados Unidos eram Cristãos?

Os Pais Fundadores dos Estados Unidos eram Cristãos?

Com palavras como Deus, Senhor e Criador presentes na Declaração de Independência, é fácil supor que os fundadores dos Estados Unidos eram cristãos. John Adams, o segundo Presidente da nação, afirmou: “A religião cristã é, acima de todas as religiões que já prevaleceram ou existiram, tanto na antiguidade quanto nos tempos modernos, a religião da sabedoria, da virtude, da equidade e da humanidade” (The Works of John Adams, Second President of the United States, editado por Charles Francis Adams, Boston: Little, Brown and Company, 1856, Vol. III, p. 421, entrada de diário de 26 de julho de 1796). Benjamin Franklin, um dos signatários da Declaração de Independência, escreveu ao presidente de Yale, Ezra Stiles: “Acho que o sistema de moral e a religião de [Jesus] como Ele nos deixou são os melhores que o mundo já viu ou é provável que veja” (Works of Benjamin Franklin, editado por John Bigelow, Nova York: G.P. Putnam’s Sons, 1904, p. 185). Tais declarações sugerem que o cristianismo teve influência significativa na vida dos fundadores.

A realidade é que os Pais Fundadores eram um grupo diverso de indivíduos, havendo evidências variadas quanto à afiliação religiosa de vários deles. George Washington é frequentemente citado como episcopal. Seus discursos públicos contêm muitas declarações que sustentam a ideia de que Washington era, de fato, um cristão convicto. Contudo, há evidências de que sua fé se restringia apenas a um formalismo. Thomas Jefferson fez declarações que insinuavam uma identificação com o cristianismo, mas sua interpretação da religião era, no mínimo, duvidosa. Jefferson rejeitava relatos sobrenaturais contidos na Bíblia, a doutrina da Trindade e a encarnação de Cristo. James Madison era anglicano, embora também seja argumentado que ele se alinhava ao deísmo. Thomas Paine, que nunca ocupou cargo eletivo, exerceu grande influência nos primeiros anos do país. Em sua obra The Age of Reason, Paine criticou os fundamentos do cristianismo, abandonando a fé cristã.

Não há dúvida de que os princípios sobre os quais os Estados Unidos foram fundados encontram respaldo na Bíblia. Igualdade, liberdade e justiça são todos conceitos baseados em princípios bíblicos. Já a fé pessoal dos fundadores seguirá sendo objeto de debate. Eles demonstravam respeito por Deus e pela religião cristã? Com certeza. Foram influenciados pela Bíblia? Sem dúvida. Todos nasceram de novo como crentes em Jesus Cristo? Não.

Mesmo ao ler o que os próprios fundadores declararam e escreveram para o público, jamais conheceremos verdadeiramente o conteúdo de seus corações. Como escreveu o apóstolo Paulo, “O Senhor conhece os que lhe são próprios” (2 Timóteo 2:19). Embora seja interessante pesquisar as convicções religiosas dos fundadores, somente Deus conhece aqueles que depositam sua fé em Jesus. Mais importante do que o estado espiritual dos Pais Fundadores é a condição espiritual daqueles que atualmente ocupam cargos públicos. É dever de todos orar pelos governantes e por aqueles que exercem autoridade (1 Timóteo 2:2).

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