Por que a maioria dos judeus rejeita Jesus como o Messias?
Questão
Os judeus rejeitaram Jesus porque, aos olhos deles, Ele não realizou o que esperavam que o Messias fizesse – destruir o mal e todos os seus inimigos, estabelecendo um reino eterno com Israel como a nação preeminente no mundo. As profecias de Isaías 53 e Salmos 22 descrevem um Messias sofredor, que seria perseguido e morto, mas os judeus escolheram focar nas porções das profecias que falavam de gloriosas vitórias, e não sobre a crucificação.
Resposta
Os comentaristas do Talmud, escritos antes do surgimento do Cristianismo, abordavam claramente as profecias messiânicas de Isaías 53 e Salmos 22 e se questionavam sobre a forma como elas seriam cumpridas com o estabelecimento glorioso do reino do Messias. Quando a igreja utilizou essas profecias para comprovar as reivindicações sobre Cristo, os judeus passaram a sustentar que tais passagens não se referiam ao Messias, mas sim a Israel ou a alguma outra pessoa.
Os judeus acreditavam que o Messias – o profeta de quem Moisés falou – viria para libertá-los do domínio romano e instaurar um reino onde eles seriam os governantes. Dois dos discípulos, Tiago e João, inclusive pediram para se sentarem à direita e à esquerda de Jesus quando Ele viesse em Sua glória. O povo de Jerusalém também esperava que Ele os libertasse. Eles exclamavam louvores a Deus pelas poderosas obras realizadas por Jesus e clamavam “Hosana, salva-nos” ao vê-Lo entrar em Jerusalém montado num jumento. Tratavam-No como um rei conquistador. Porém, quando Ele se deixou prender, julgar e crucificar em uma cruz amaldiçoada, o povo deixou de acreditar que Ele era o profeta prometido – rejeitando assim o Messias.
Paulo explica que a cegueira espiritual de Israel é um “mistério” que anteriormente não havia sido revelado (conforme Romanos 9–11). Por milhares de anos, Israel foi a única nação que buscava a Deus, enquanto as demais nações gentias geralmente rejeitavam essa luz, preferindo viver na escuridão espiritual. Israel e seus profetas inspirados revelaram o monoteísmo – um único Deus, interessado pessoalmente no destino da humanidade, no caminho para a salvação e na Palavra escrita com os Dez Mandamentos. Contudo, Israel rejeitou o Messias profetizado, e as promessas do reino dos céus foram adiadas. Um véu de cegueira espiritual caiu sobre os olhos dos judeus, que até então eram os mais espiritualmente perspicazes. Segundo Paulo, esse endurecimento resultou na bênção dos gentios, que passariam a crer em Jesus e aceitá-Lo como Senhor e Salvador.
Dois mil anos após Ele ter chegado à nação de Israel como seu Messias, Cristo ainda é, em sua maioria, rejeitado pelos judeus. Muitos judeus atualmente se identificam como tal, mas preferem manter uma postura “secular”, sem se associar a um movimento judaico específico ou a suas raízes bíblicas. O conceito de Messias, conforme descrito nas Escrituras Hebraicas ou nos “13 Princípios da Fé” do Judaísmo, é algo distante da realidade para a maioria dos judeus hoje.
Entretanto, um conceito permanece universal: os judeus não podem ter nada a ver com Jesus! Muitos judeus veem os últimos dois milênios de perseguição contra eles – desde as Cruzadas, passando pela Inquisição, os pogroms na Europa até o Holocausto – como consequência da responsabilidade que lhes é atribuída pela morte de Jesus Cristo. Por esse motivo, preferem rejeitá-Lo.
A boa notícia é que muitos judeus estão se voltando para Cristo atualmente. O Deus de Israel sempre foi fiel em reservar um “remanescente” de judeus crentes para Si. Somente nos Estados Unidos, algumas estimativas apontam para mais de 100 mil judeus que creem em Jesus, e esse número continua a crescer.






