Por que Jonas tentou ir para Tarshish em vez de Nínive?

Por que Jonas tentou ir para Társis em vez de Nínive?

A palavra do Senhor chegou a Jonas com o comando de pregar contra a iniquidade de Nínive, capital do Reino Assírio. No entanto, Jonas escolheu fugir da presença do Senhor. Em sua fuga, ele deixou sua cidade natal, Gat-Hefer, próxima a Nazaré, em Israel, e viajou para Jópa, uma cidade costeira. Lá, embarcou em um navio com destino a Társis, uma cidade situada perto de Gibraltar, no sul da Espanha.

O contraste entre Nínive e Társis era imenso. Nínive ficava a leste do rio Tigre, na região que hoje corresponde ao Iraque, estando a uma grande distância da terra de onde Jonas partiu. Por outro lado, Társis estava a oeste de Gat-Hefer, num caminho que marcava o destino mais remoto disponível para o profeta. Jonas buscava, assim, colocar a maior distância possível entre ele e os assírios, de modo que, acontecesse qualquer coisa com Nínive, ele não estaria presente para testemunhar.

A razão de Jonas para fugir era, simplesmente, seu desagrado pelos assírios. Assíria era uma nação idólatra, orgulhosa e implacável, empenhada em conquistar o mundo, e há muito tempo representava ameaça para Israel. Quando Deus enviou Jonas como missionário à capital, Nínive, o profeta hesitou. No decorrer do relato, ele deixa claro seu sentimento: “Por isso, fui tão depressa para Társis. Sabia que tu és um Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e cheio de amor, um Deus que cede em adiar o castigo.” Em outras palavras, Jonas desejava a destruição de Nínive, pois acreditava que seus habitantes mereciam o julgamento divino, e não podia aceitar que a misericórdia de Deus se estendesse a seus inimigos. Foi então que ele descobriu que a salvação de Deus está disponível a todos os que se arrependem, não apenas àqueles que o profeta escolhera.

Jonas também aprendeu que ninguém pode fugir de Deus. Ele percebeu que, por mais que tentasse se esconder, o Senhor estava presente em todos os lugares – inclusive na barriga do grande peixe, onde Jonas acabou sendo levado. Essa experiência reafirmou um ensinamento primordial: não devemos fugir de Deus, mas sim correr para Ele, pois o nome do Senhor é um refúgio seguro para o justo.

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