O que é a Oração de Manassés?
A Oração de Manassés é parte dos Apócrifos. Trata-se de um trabalho curto, contendo apenas 15 versículos. Ela pretende ser uma oração do Rei Manassés de Judá (697-642 a.C.), mas foi escrita de forma pseudônima já no início do segundo século ou pouco antes da destruição de Jerusalém em 70 d.C. 2 Crônicas 33:19 menciona que Manassés orou, mas não registra a oração em si, referindo o leitor ao que estava “escrito nos registros dos videntes.”
O Rei Manassés, o décimo terceiro rei de Judá, foi um dos monarcas mais perversos e idólatras da história bíblica (2 Reis 21:1-18). Ele foi capturado pelos assírios e aprisionado na Babilônia. Lá, orou pedindo misericórdia e se arrependeu do seu pecado de idolatria (2 Crônicas 33:1-19).
A Oração de Manassés é considerada por judeus, católicos e protestantes como apócrifa, isto é, não canônica e de autenticidade duvidosa. No entanto, a Vulgata do século IV a incluiu ao final do livro de 2 Crônicas. Posteriormente, ela passou a compor a Bíblia de Mateus e a Bíblia de Genebra de 1599, além de aparecer nos Apócrifos da Bíblia King James.
A oração diverge do ensinamento cristão ao afirmar que homens como Abraão, Isaac e Jacó não precisaram se arrepender, pois “não pecaram” (verso 8). Essa ideia contraria o ensino claro das Escrituras, segundo o qual todos pecaram (Romanos 3:10-12; Romanos 3:21-26). A justiça de Abraão foi fruto de sua fé em Deus e não algo inerente a ele (Romanos 4:3; Filipenses 3:8-9).
Em resumo, Deus nos revelou que Manassés proferiu uma oração de arrependimento muito necessária, mas não nos revelou o conteúdo dessa oração.






