Qual é o evangelho da inclusão?
O evangelho da inclusão é simplesmente a velha heresia do universalismo reembalada e renomeada. O universalismo é a crença de que todas as pessoas serão salvas e irão para o céu. Conforme ensinado por Carlton Pearson e outros, o evangelho da inclusão engloba várias ideias equivocadas:
- Afirma que a morte e a ressurreição de Jesus Cristo pagaram o preço para que toda a humanidade desfrute da vida eterna no céu, sem necessidade de arrependimento;
- Defende que a salvação é incondicional e não exige nem mesmo fé em Jesus Cristo como pagamento pela dívida do pecado da humanidade;
- Alega que toda a humanidade está destinada à vida no céu, independentemente de sua percepção;
- Declara que todas as pessoas irão para o céu, independentemente da filiação religiosa;
- Por fim, sustenta que somente aqueles que rejeitam intencional e conscientemente a graça de Deus – depois de termos “provado o fruto” de Sua graça – passarão a eternidade separados de Deus.
Esse ensino contrasta com as claras orientações de Jesus e os ensinamentos da Bíblia. No Evangelho de João, Jesus afirma que o único caminho para a salvação é por meio Dele (João 14:6). Deus enviou Jesus ao mundo para garantir a salvação da humanidade caída, a qual somente está disponível para aqueles que colocam sua fé em Jesus Cristo como o pagamento pelos seus pecados (João 3:16). Os apóstolos reforçam essa mensagem (Efésios 2:8–9; 1 Pedro 1:8–9; 1 João 5:13). Ter fé em Jesus significa deixar de buscar a salvação por meio de obras e confiar que o que Jesus fez foi suficiente para garantir a salvação.
Junto com a fé, o arrependimento é essencial. Esses dois elementos caminham juntos. Arrependimento é uma mudança de mente em relação ao pecado e à necessidade de salvação por meio de Cristo pela fé (Atos 2:38). Ao nos arrepender, reconhecemos diante de Deus que somos pecadores incapazes de conquistar a salvação por nossos próprios méritos e nos voltamos para Cristo pela fé.
Jesus oferece salvação a todos os que estão dispostos a se arrepender e crer (João 3:16). Contudo, o próprio Jesus afirmou que nem todos crerão (Mateus 7:13-14; João 3:19). Embora seja difícil imaginar um Deus amoroso enviando pessoas para o inferno, a Bíblia ensina exatamente isso. Jesus disse que, ao final, o Filho do Homem separará as nações como um pastor separa as ovelhas dos cabritos. As ovelhas – representando aqueles que, por meio da fé em Jesus Cristo, têm a salvação garantida – entrarão no reino com Jesus, enquanto os cabritos – representando aqueles que rejeitaram a salvação que Jesus oferece – serão conduzidos para o inferno, descrito como fogo eterno (Mateus 25:31–46).
Esse ensinamento ofende muitos, e, em vez de se adequarem aos ensinamentos claros da Palavra de Deus, alguns alteram o que a Bíblia diz e propagam esse ensino equivocado. O evangelho da inclusão é um exemplo disso.
A seguir, alguns argumentos adicionais contra o evangelho da inclusão:
- Se a fé e o arrependimento não são necessários para receber o dom da salvação, por que o Novo Testamento está repleto de chamadas ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo?
- Se a salvação não exige fé no que Cristo realizou na cruz, por que Jesus se submeteu a uma morte tão humilhante e dolorosamente extenuante? Deus poderia simplesmente ter concedido a todos um “perdão divino”.
- Se todos irão para o céu, independentemente de sua percepção, o que dizer do livre-arbítrio? Será que o ateu, que passou a vida rejeitando Deus, a Bíblia, Jesus e o cristianismo, será arrastado para o céu contra sua vontade?
- Como todas as pessoas podem ir para o céu, independentemente da filiação religiosa, considerando que existem muitas religiões com reivindicações contraditórias? Por exemplo, o que dizer daqueles que acreditam em conceitos totalmente diferentes sobre a vida após a morte, como a reencarnação ou o aniquilacionismo (a ideia de que, na morte, deixamos de existir)?
- Se aqueles que rejeitam abertamente a graça de Deus não vão para o céu, então dificilmente se pode chamar isso de evangelho da inclusão — pois, se nem todas as pessoas vão ao céu, o ensino ainda exclui alguns.
O apóstolo Paulo referiu-se à mensagem do evangelho como “a fragrância da morte” (2 Coríntios 2:16). Com isso, ele quis dizer que, para muitos, a mensagem do evangelho é ofensiva, pois revela a verdade sobre o pecado e a condição desesperadora sem Cristo. Ela mostra que não há nada que possamos fazer para encurtar a lacuna entre nós e Deus. Durante séculos, muitos – frequentemente com boas intenções – tentaram suavizar a mensagem do evangelho para atrair mais pessoas à igreja. Embora isso pareça sensato à primeira vista, no fim das contas tudo o que faz é proporcionar uma falsa sensação de segurança. Paulo advertiu que qualquer pessoa que pregasse um evangelho diferente daquele que ele proclamou seria amaldiçoada (Gálatas 1:8). Por mais severa que seja essa linguagem, percebe-se, ao compreender a importância vital da mensagem do evangelho, o quão crucial é transmiti-la corretamente. Um evangelho falso não salva ninguém; ele apenas condena mais pessoas ao inferno e agrava a condenação daqueles que divulgam doutrinas enganosas, como o evangelho da inclusão.






