Que julgamentos Jesus enfrentou antes de Sua crucificação?

Quais julgamentos Jesus enfrentou antes da Sua crucificação?

Na noite da prisão de Jesus, Ele foi levado perante líderes religiosos como Annas e Caifás, e uma assembleia de autoridades religiosas conhecidas como Sinédrio. Em seguida, Jesus foi levado a Pilatos, o governador romano, enviado a Herodes e finalmente retornado a Pilatos, que o condenou à morte.

Houve seis etapas no julgamento de Jesus: três realizadas em um tribunal religioso e três perante um tribunal romano. Nos julgamentos religiosos, Jesus foi apresentado primeiramente a Annas, o antigo sumo sacerdote; depois a Caifás, o sumo sacerdote da época; e, por fim, ao Sinédrio. Nesses procedimentos eclesiásticos, Ele foi acusado de blasfêmia por afirmar ser o Filho de Deus, o Messias.

Os julgamentos perante as autoridades judaicas evidenciaram o quanto os líderes judeus o odiavam, pois desconsideravam muitas das próprias leis que seguiam. Do ponto de vista da lei judaica, esses julgamentos apresentavam várias ilegalidades:

  • Nenhum julgamento deveria ocorrer durante períodos de festa.
  • Cada membro do tribunal deveria votar individualmente para condenar ou absolver, mas Jesus foi condenado por aclamação.
  • Se a pena de morte fosse aplicada, deveria haver a passagem de uma noite antes da execução; entretanto, apenas algumas horas se passaram antes de Jesus ser crucificado.
  • Os judeus não tinham autoridade para executar ninguém.
  • Nenhum julgamento deveria ser realizado à noite, mas o julgamento de Jesus ocorreu antes do amanhecer.
  • O acusado tinha direito a representação ou assistência legal, mas Jesus não teve nenhuma.
  • O acusado não deveria ser submetido a perguntas capazes de auto-incriminá-lo, mas Jesus foi questionado se Ele era, de fato, o Cristo.

Os julgamentos perante as autoridades romanas começaram com Pilatos, após Jesus ter sido espancado. As acusações apresentadas contra Ele eram diferentes das dos julgamentos religiosos, incluindo incitar o povo à revolta, proibir o pagamento de impostos e autoproclamar-se rei. Sem encontrar motivo para condená-lo, Pilatos enviou Jesus a Herodes, que zombou Dele, mas, para evitar complicações políticas, devolveu Jesus a Pilatos.

No estágio final, Pilatos tentou aplacar a ira dos judeus submetendo Jesus à flagelação. A flagelação romana era um castigo brutal, desenhado para arrancar a carne do castigado. Em uma última tentativa de libertar Jesus, Pilatos ofereceu ao povo a escolha entre liberar o prisioneiro Barrabás ou Jesus – mas a multidão optou por Barrabás e clamou pela crucificação de Jesus. Atendendo à demanda popular, Pilatos entregou Jesus para ser crucificado.

Esses julgamentos representam a máxima zombaria da justiça. Jesus, o homem mais inocente da história, foi considerado culpado de crimes e condenado à morte por crucificação.

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