Tito foi um dos primeiros líderes da igreja, um companheiro de confiança do apóstolo Paulo e um fiel servo do Senhor.
Era um gentio que foi conduzido à fé em Cristo por Paulo e, ao se aproximar do ministério, tornou-se colaborador deste. Acompanhou Paulo e Barnabé de Antioquia até Jerusalém, servindo de exemplo de cristão gentio nascido de novo e provando que a circuncisão não era necessária para a salvação.
Posteriormente, Tito partiu para Corinto para servir à igreja local. Durante a terceira viagem missionária de Paulo, ocorrida entre os anos 53 e 57 d.C., Paulo esteve em Troas esperando encontrá-lo, mas ao não o achar, seguiu para a Macedônia. Posteriormente, Tito reuniu-se com Paulo em Filipos, trazendo um bom relato sobre o ministério em Corinto. De volta a Corinto, Tito entregou pessoalmente a carta destinada aos coríntios e organizou uma coleta para os santos necessitados em Jerusalém.
Alguns anos depois, Tito e Paulo viajaram para a ilha de Creta, onde Tito permaneceu para continuar e fortalecer o trabalho iniciado. Sua tarefa era, sobretudo, administrativa: manter a doutrina correta, finalizar os assuntos pendentes e nomear presbíteros em cada cidade. Quando Artemas e Tíquico chegaram a Creta para dirigir o ministério, Paulo convocou Tito para se juntar a ele em Nicópolis, na província da Acácia, no oeste da Grécia.
A última menção a Tito na Bíblia indica que ele o acompanhava durante a prisão final de Paulo em Roma. Dali, Tito foi enviado para evangelizar a Dalmação, região que mais tarde passou a ser conhecida como Iugoslávia e atualmente abrange áreas dos Bálcãs.
Como cristão gentio, Tito foi especialmente eficaz no combate à heresia dos judaizantes, que insistiam na obrigatoriedade da Lei Mosaica para todos os cristãos, especialmente quanto à circuncisão como condição indispensável para a salvação. Tito já conhecia bem esse ensinamento, fato que o levou a participar dos debates que culminaram no Concílio de Jerusalém.
Tito foi um servo dedicado do Senhor e um colaborador leal de Paulo, demonstrando ser confiável e capaz de assumir importantes responsabilidades em Corinto, Creta e Dalmação. Paulo chegou a chamá-lo de “meu parceiro e colaborador”. Dessa forma, podemos deduzir que Tito era um homem perspicaz, apto a lidar com desafios com graça e que possuía um amor genuíno pelos crentes, evidenciado pelo seu entusiasmo e iniciativa própria ao retornar a Corinto.
Que possamos cultivar o mesmo zelo pelo Senhor demonstrado por Tito, modelando nosso compromisso com a verdade, nossa paixão pela propagação do evangelho e nosso amor pela igreja.






