A frase “faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você” é uma afirmação bíblica?

A declaração é bíblica?

Sim, a afirmação “Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você” é bíblica. Ela vem de Mateus 7:12, frequentemente chamada de Regra de Ouro. Nesse versículo, Jesus apresenta um princípio atemporal: “Portanto, em tudo, tratem os outros da mesma forma que vocês querem ser tratados, pois isso resume a Lei e os Profetas.”

A redação convencional da Regra de Ouro é “Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você”. Diferentes traduções da Bíblia podem formular esse mandamento de maneiras um pouco diferentes, mas ele continua sendo um princípio ético fundamental para os cristãos:

  • “Façam aos outros o que vocês gostariam que fizessem a vocês” (NLT).
  • “Seja qual for o desejo que você tem de que os outros façam para você, faça também para eles” (ESV).
  • “Em tudo… trate as pessoas da mesma forma que você deseja que elas o tratem” (NASB1995).
  • “Tratem os outros como vocês querem ser tratados” (CEV).

A declaração de Jesus aparece no contexto de uma lição sobre amar os inimigos. Ele inverteu a abordagem convencional de “olho por olho” (confira Mateus 5:38–48). Em vez de agir conforme o que os outros fizeram conosco ou de retribuir na mesma moeda, somos chamados a tratá-los da maneira que desejamos ser tratados.

Jesus afirmou que a regra de tratar os outros da mesma forma que queremos ser tratados “resume a Lei e os Profetas”, o que significa que a Regra de Ouro sempre foi essencial para a mensagem bíblica. Ele cristalizou essa mensagem em um preceito notável. Posteriormente, quando lhe perguntaram qual era o maior mandamento, Jesus respondeu: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e o maior mandamento. E o segundo, semelhante a ele, é: Ame o seu próximo como a si mesmo. De todos os mandamentos, destes dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22:37–40).

Na noite de Sua prisão, Jesus disse aos seus discípulos: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Assim como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Por isso, todos reconhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns pelos outros” (João 13:34–35). Uma maneira de demonstrar esse amor é agir segundo o princípio de tratar os outros da mesma forma que desejamos ser tratados.

Agir dessa forma reconhece que os seres humanos frequentemente priorizam os próprios interesses. Ao estabelecer esse princípio, Jesus nos convida a sair do nosso pequeno mundo e a nos preocuparmos com o próximo. O mandamento de “fazer aos outros” encapsula os preceitos de Deus para com as pessoas. Não se trata de preferências individuais (“Eu gosto de sorvete de chocolate, então vou comprar para os outros”), mas de virtudes divinas (“Quero ser tratado com carinho, então tratarei os outros com carinho”). Assim, a Regra de Ouro incentiva a obediência a Deus e promove a empatia.

Vale ressaltar que a regra “faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você” é um princípio para a vida, e não um meio de salvação. Se entendida como meio de salvação, torna-se uma tarefa impossível de ser cumprida, pois o padrão perfeito de Deus só pode ser alcançado em Cristo, o Homem Perfeito. Somente confiando em Cristo teremos liberdade e poder para praticar a Regra de Ouro.

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