Pergunta
Resposta
Muitas vezes recebemos perguntas que, essencialmente, defendem a masturbação ou explicam por que nem sempre é pecado se masturbar. Nenhuma das justificativas apresentadas é especialmente convincente, mas duas situações específicas levantam dúvidas quanto a considerar esse ato um pecado.
A primeira situação é a seguinte: um marido e uma esposa ficam separados por um longo período, por exemplo, por conta do serviço militar, e autorizam mutuamente a prática da masturbação. Ela pode ocorrer durante um sexo por telefone ou uma videochamada com o cônjuge. Em qualquer dos casos, não há envolvimento de pornografia, e nenhum dos parceiros alimenta pensamentos lascivos com outras pessoas; o foco está exclusivamente no cônjuge. Seria pecado se masturbar nesse contexto para aliviar a tensão sexual e, dessa forma, resistir melhor à tentação?
A melhor resposta que podemos dar é “talvez”. Ter a permissão do cônjuge implicaria que o princípio de 1 Coríntios 7:4 não se aplicaria. A ausência de pornografia e de pensamentos lascivos sobre terceiros elimina dois aspectos claramente pecaminosos frequentemente associados ao ato. Contudo, na situação de cônjuges separados, não podemos deixar de nos perguntar: é realmente indispensável o alívio sexual? Afirmar que, fora da masturbação, a pessoa é incapaz de resistir à tentação é ignorar o poder do Espírito Santo (1 João 4:4). A Bíblia nos instrui a fugir da tentação sexual (1 Coríntios 6:18; 1 Coríntios 10:13; 2 Timóteo 2:22). A Bíblia não nos orienta a buscar meios para diminuir o poder da tentação.
A segunda situação é esta: um marido e uma esposa, enquanto desfrutam do tempo juntos no quarto, praticam a “masturbação mútua”. Nesta prática, um ou ambos se estimulam como parte de sua intimidade, podendo utilizar ou não brinquedos sexuais. Seria pecado se masturbar neste caso, considerando que o ato é consensual e não interfere na satisfação sexual de nenhum dos cônjuges?
A resposta para essa pergunta é, novamente, “talvez”. O enfoque bíblico para o sexo é o outro, não a si mesmo. Trata-se de oferecer o próprio corpo ao cônjuge (1 Coríntios 7:4). Mesmo quando realizada em conjunto, a masturbação mantém o foco no indivíduo. Ao mesmo tempo, o que um casal decide fazer em privacidade, com consentimento mútuo, é, em última análise, uma questão entre eles e Deus.
Portanto, pode ser que não seja pecado se masturbar nas situações descritas acima. A decisão a respeito do que fazer está relacionada ao que afirma Romanos 14:23: “Tudo o que não vem da fé é pecado.” E Romanos 14:5 indica que devemos estar “plenamente convictos” antes de agir ou deixar de agir. Ao questionar: “Ainda é pecado se masturbar neste caso?”, a pessoa pode estar demonstrando que não está “plenamente convencida”.
Sem buscar brechas em padrões que, de outra forma, são sólidos, devemos buscar as Escrituras, orar e seguir a orientação do Espírito Santo – além de manter uma comunicação sincera com o cônjuge. Independentemente de ser ou não pecado se masturbar nas situações aqui abordadas, as Escrituras nos dão estes claros mandamentos:
- “O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a esposa, e da mesma forma a esposa para com o marido” (1 Coríntios 7:3).
- “Não se privem um do outro, exceto, de comum acordo, por algum tempo, para se dedicarem à oração; depois, voltem a ficar juntos” (1 Coríntios 7:5).
- “Irmãos, temos uma obrigação: mas não para com a carne, para viver segundo a carne” (Romanos 8:12).






