Como a salvação pode não ser por obras se a fé é necessária? Acreditar não é uma obra?
Pergunta
Resposta
Nossa salvação depende unicamente de Jesus Cristo. Ele é nosso substituto, assumindo a penalidade do pecado; é nosso Salvador do pecado; e é o autor e consumador da nossa fé. O trabalho necessário para a salvação foi plenamente realizado pelo próprio Jesus, que viveu uma vida perfeita, suportou o julgamento de Deus e ressuscitou dos mortos.
A Bíblia é bastante clara ao afirmar que nossas próprias obras não têm capacidade alguma para adquirir a salvação. Somos salvos “não por causa das coisas justas que fizemos”. “Não por obras”. “Não há ninguém justo, nem mesmo um.” Isso significa que oferecer sacrifícios, guardar os mandamentos, frequentar a igreja, ser batizado e outras boas ações não podem salvar ninguém. Por melhor que sejamos, jamais conseguiremos alcançar o padrão de santidade de Deus.
A Escritura afirma igualmente que a salvação é condicional – Deus não salva todos. A única condição para a salvação é ter fé em Jesus Cristo. Em diversas passagens do Novo Testamento, a fé ou a crença é apresentada como o único requisito para receber a salvação.
Em certa ocasião, algumas pessoas questionaram a Jesus sobre o que deveriam fazer para agradar a Deus: “O que devemos fazer para realizar as obras que Deus exige?” Jesus respondeu imediatamente direcionando-as para a fé: “A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou”. Assim, o assunto trata dos requisitos de Deus (no plural), e a resposta de Jesus é que o único requisito é crer Nele.
A graça representa Deus nos concedendo algo que não podemos ganhar ou merecer. Conforme ensina a Escritura, qualquer tentativa de obter benefícios por meio de obras anula a graça – a ideia é que o trabalhador recebe o pagamento pelo seu esforço, enquanto aquele que recebe a graça simplesmente a recebe, sem merecê-la. Como a salvação é inteiramente um dom de Deus, ela não pode ser conquistada. Dessa forma, a fé não constitui uma obra; se fosse, ela anularia a graça. Vale lembrar, por exemplo, que a salvação de Abraão dependia da fé em Deus e não de qualquer obra realizada por ele.
Imagine que alguém envie anonimamente a você um cheque de R$ 1.000.000,00. O dinheiro é seu se você desejar, mas é necessário que você assine o cheque. De forma alguma assinar seu nome pode ser considerado como conquistar o milhão – a assinatura é simplesmente a forma de receber o presente. Você jamais poderá se orgulhar de ter se tornado milionário apenas por esforço próprio ou habilidade. O milhão foi apenas um presente, e assinar o cheque foi o único procedimento para recebê-lo. Da mesma maneira, exercer a fé é a única forma de receber o generoso presente de Deus, e a fé não pode ser considerada uma obra que vale por si só.
A fé verdadeira não é uma obra, pois implica a renúncia às obras da carne. Ela tem por objeto Jesus e Sua obra em nosso favor.
Além disso, a fé genuína não pode ser considerada uma obra, pois até mesmo a própria fé é um dom concedido por Deus, não algo que produzimos por nós mesmos. Louvemos ao Senhor por Seu poder salvador e por Sua graça que torna a salvação uma realidade!






