Devemos buscar viver segundo “o que Jesus faria?” (WWJD)?
Pergunta
Resposta
Na década de 1990 e início dos anos 2000, as iniciais WWJD eram frequentemente vistas em pulseiras, colares, camisetas etc., enquanto pessoas religiosas se perguntavam: “O que Jesus faria?” para orientar suas decisões na vida. Embora o slogan não seja tão comum hoje em dia, ele ainda circula. A ideia por trás do WWJD é que, para saber a atitude correta, devemos nos perguntar “O que Jesus faria?” e, então, imitar o Seu comportamento.
Alguns questionam os benefícios de perguntar “O que Jesus faria?” e se o WWJD é realmente um princípio pelo qual os cristãos devem viver. Em resposta, é claro que não há nada de errado em emular Jesus Cristo. Devemos seguir os passos de Jesus, e muitas passagens das Escrituras nos aconselham a olhar para Cristo como exemplo. Por isso, não há problema nenhum com a ideia do WWJD ou em ostentar produtos com essa mensagem.
No entanto, é preciso ter cautela ao utilizar essa abordagem para a tomada de decisões. Primeiro, nossa resposta à pergunta “O que Jesus faria?” deve estar fundamentada na verdade objetiva das Escrituras e não em opiniões subjetivas. Se perguntássemos a dez pessoas o que Jesus faria em determinada situação, provavelmente receberíamos oito ou nove respostas diferentes. As pessoas tendem a idealizar Jesus de acordo com suas próprias concepções, sendo necessário focar no Jesus apresentado na Bíblia.
Não podemos saber realmente o que Jesus faria se não conhecermos o que Ele, de fato, fez. Felizmente, as Escrituras muitas vezes esclarecem essa questão, mostrando-nos as atitudes reais de Jesus. Por exemplo, quando estamos diante da escolha entre demonstrar compaixão ou ignorar uma necessidade, os Evangelhos revelam que Ele escolheria demonstrar compaixão. Da mesma forma, se estamos tentados a distorcer a verdade, podemos observar que Jesus sempre falou a verdade. As ações do passado de Jesus continuam a orientar nossas escolhas hoje, e é essencial que as Escrituras sejam nossa fonte de instrução, alicerçando corretamente a ideia do WWJD.
Em segundo lugar, devemos resistir à tentação de usar o WWJD como desculpa para fazer o que desejamos. O coração é enganoso, e é importante não nos iludirmos. Não podemos permitir que o WWJD se transforme em “O que eu quero fazer?” Comportamentos pecaminosos não podem ser justificados através da falsa imaginação de que Jesus concordaria com nossas vontades.
Em terceiro lugar, a fórmula WWJD não deve substituir a oração. Além de nos perguntarmos “O que Jesus faria?”, devemos clamar: “Jesus, o que devo fazer?”. Embora essa outra abordagem possa não ter a mesma sonoridade, é fundamental buscarmos, diretamente, a orientação do Senhor através da oração.
Assim, o WWJD funciona como um bom lembrete de que devemos seguir Jesus e nos esforçar para imitá-Lo. Contudo, perguntar “O que Jesus faria?” não pode ser considerado um método isolado para a tomada de decisões. É igualmente importante estudar a Palavra de Deus e buscar a sabedoria divina por meio da oração.






