Pergunta
Em Juízes 11:30-31, Jefté, juiz de Israel, fez um voto insensato: se Deus lhe concedesse vitória na batalha que se aproximava, ele dedicaria ao Senhor aquilo que primeiro saísse de sua casa ao seu retorno. Ele venceu a batalha contra os amonitas, e ao regressar, sua filha foi encontrá-lo. Devastado, Jefté afirmou que não podia romper o voto que fizera ao Senhor. Sua filha pediu um adiamento de dois meses, o que foi concedido, e o texto relata que Jefté “fez com ela conforme havia prometido.”

Resposta
A Bíblia não declara explicitamente que Jefté sacrificou sua filha como oferta queimada. O fato de ela lamentar a impossibilidade de se casar, e não o fato de sua morte iminente, sugere que, possivelmente, Jefté a tenha consagrado ao tabernáculo como serva em vez de oferecê-la em sacrifício. Ainda assim, o relato final em Juízes 11:39 indica que ele cumpriu o voto que fizera.
De qualquer forma, Deus havia proibido enfaticamente os sacrifícios humanos, conforme demonstram passagens como Levítico 20:1-5, Jeremias 7:31, 19:5 e 32:35, deixando claro que essa prática jamais foi da vontade divina. Assim, a história de Jefté e sua filha serve de alerta para que não façamos votos ou juramentos insensatos e para que nossas promessas estejam em conformidade com a Palavra de Deus.





