Jesus é Deus na carne? Por que é importante que Jesus seja Deus na carne?

Identidade e Propósito Divino

Desde a concepção de Jesus pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, a verdadeira identidade de Jesus Cristo sempre foi questionada por céticos. A dúvida surgiu inicialmente com o noivado de Maria, cujo noivo teve receio de se casar com ela ao saber de sua gravidez, até que um anjo lhe revelou que o filho que ela carregava era o Filho de Deus.

Bem antes do nascimento de Cristo, o profeta Isaías anunciou a vinda do Filho de Deus, proclamando que “para nós nasceu um filho, para nós nos foi dado um filho”, e que Ele seria chamado de Conselheiro Maravilhoso, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz. Quando um anjo anunciou a José o iminente nascimento de Jesus, a antiga profecia foi novamente aludida ao explicar que “a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado Emanuel”, ou seja, “Deus conosco”. Assim, Jesus veio como Deus encarnado, para habitar entre os homens.

O próprio Jesus compreendia as especulações sobre Sua identidade. Em diversas ocasiões, Ele perguntou aos discípulos: “Quem as pessoas dizem que eu sou?”. As respostas variavam, mas logo Ele fez uma pergunta ainda mais importante: “E vocês, quem dizem que eu sou?”, à qual Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus confirmou a veracidade daquela resposta e afirmou que sobre esse fundamento edificaria Sua igreja.

A Importância da Natureza Divina e Humana de Jesus

A verdadeira natureza e identidade de Jesus Cristo têm significado eterno. Cada pessoa precisa refletir sobre a resposta à pergunta que Jesus fez aos discípulos: “Quem você diz que eu sou?”. Em diversas ocasiões, Ele deixou claro que quem O viu, viu também o Pai, pois o Pai habitava Nele e Sua autoridade vinha dessa união divina.

A Bíblia deixa evidente a natureza divina do Senhor Jesus Cristo. Embora Jesus tenha vivido uma vida humana, Ele não possuía a natureza pecaminosa, mesmo tendo sido tentado, jamais pecou. O pecado entrou no mundo através de Adão e sua natureza foi transmitida a todos os seres humanos, com exceção de Jesus, que, por não ter pai humano, não herdou essa condição, possuindo a natureza divina de Seu Pai Celestial.

Para se tornar o sacrifício aceitável pelos nossos pecados, Jesus teve que cumprir todos os requisitos que caracterizam um Deus santo. Ele concretizou inúmeras profecias messiânicas realizadas pelos profetas. Desde a queda do homem, a única maneira de restabelecer a comunhão com Deus tem sido por meio do sangue de um sacrifício inocente. Jesus foi o sacrifício final e perfeito que satisfez, para sempre, a justa ira de Deus contra o pecado. Sua natureza divina o tornou apto para a obra de Redentor e Seu corpo humano permitiu que Ele derramasse o sangue necessário à redenção, tarefa que nenhum ser humano com natureza pecaminosa poderia realizar.

Se Jesus fosse apenas um homem exemplar, Ele possuída uma natureza pecaminosa e não seria perfeito. Dessa forma, Sua morte e ressurreição não teriam o poder de trazer salvação. Foi justamente por ser Deus na carne que Jesus pôde quitar a dívida que tínhamos com Deus. Sua vitória sobre a morte garantiu a redenção para todos aqueles que creem Nele.

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