O que a Bíblia diz sobre a guerra?
Muitas pessoas cometem o erro de ler o que a Bíblia diz em Êxodo 20:13, “Não matarás”, e depois tentar aplicar esse comando à guerra. No entanto, a palavra hebraica significa literalmente “o assassinato intencional e premeditado de outra pessoa com maldade; homicídio”. Deus frequentemente ordenou que os israelitas entrassem em guerra com outras nações, e instituiu a pena de morte para inúmeros crimes. Assim, Deus não se opõe à ação de tirar uma vida em todas as circunstâncias, mas condena apenas o assassinato. A guerra nunca é algo bom, mas, por vezes, pode ser necessária. Em um mundo repleto de pessoas pecadoras, a guerra torna-se inevitável; às vezes, a única forma de impedir que os pecadores causem grandes danos aos inocentes é através do conflito armado.
No Antigo Testamento, Deus ordenou aos israelitas que se vingassem dos midianitas em favor de seu povo. Em Deuteronômio, há uma ordem de que, nas cidades das nações que o Senhor Deus concede como herança, nada que respire deve ser poupado – uma ordem para destruí-las completamente, conforme a instrução divina. Da mesma forma, em 1 Samuel, Deus orienta a destruir completamente os amalecitas. Evidentemente, Deus não se opõe a todas as guerras. Visto que Jesus sempre se coloca em completa harmonia com o Pai, não se pode afirmar que o desejo divino pela guerra era restrito apenas ao Antigo Testamento, pois Deus é imutável.
A segunda vinda de Jesus será extremamente violenta. O livro do Apocalipse descreve uma batalha final, na qual Cristo, como comandante conquistador, julgará e fará guerra “com justiça”. Esse combate será sangrento e brutal, ao ponto de os pássaros se alimentarem da carne de todos aqueles que se opuserem a Ele. Sem compaixão, seus inimigos serão completamente vencidos e lançados em um “lago de fogo ardente”.
É um equívoco afirmar que Deus nunca apoia uma guerra. Jesus não era pacifista. Em um mundo repleto de maldade, às vezes é necessário recorrer à guerra para prevenir males ainda maiores. Se Hitler não tivesse sido derrotado na Segunda Guerra Mundial, quantos milhões teriam perdido a vida? Se a Guerra Civil Americana não tivesse ocorrido, quanto tempo os afro-americanos teriam continuado a sofrer como escravos?
A guerra é uma realidade terrível. Algumas podem ser consideradas mais “justas” que outras, mas todas são, em última análise, fruto do pecado. Ao mesmo tempo, o Eclesiastes nos lembra que “há tempo para amar e tempo para odiar, tempo para a guerra e tempo para a paz”. Em um mundo dominado pelo pecado, pelo ódio e pela maldade, o conflito armado torna-se inevitável. Os cristãos não devem anseiar pela guerra, mas tampouco devem se opor ao governo legítimo estabelecido por Deus. Em tempos de conflito, o mais importante é orar por sabedoria divina para os líderes, pela segurança dos que servem nas forças armadas, por uma rápida resolução dos confrontos e para que as baixas entre os civis sejam minimizadas.





