O que a Bíblia diz sobre o barbear?
No Antigo Testamento, a lei proibia que os sacerdotes barbeassem a cabeça ou aparassem a barba. Uma orientação semelhante era dada à população em geral. Na cultura hebraica antiga, os homens normalmente tinham barbas longas, e era considerado uma desonra para um homem adulto não possuir uma barba. Aqueles que faziam o voto do nazireu não tinham permissão para cortar o cabelo até o término do voto, ocasião em que deveriam raspar a cabeça.
No que diz respeito às mulheres, as Escrituras indicam que é desonroso para uma mulher raspar a cabeça, ressaltando que seus cabelos “são uma glória para ela”. Fora a questão dos cabelos e da barba, a Bíblia não menciona, de forma direta, o ato de raspar qualquer outra parte do corpo.
Parece que Deus nos concedeu grande liberdade em relação ao que fazemos com nossos cabelos. O único princípio do Novo Testamento que persiste hoje é que os homens devem adotar estilos de cabelo masculinos e as mulheres, estilos femininos. Mesmo neste aspecto, há ampla flexibilidade, pois o que caracteriza o masculino em relação ao feminino pode variar de uma cultura para outra.
O cabelo é particularmente interessante, já que, para os seres humanos, ele não cumpre uma função vital. Uma pessoa pode viver de forma saudável sem ter cabelo algum. O fato de o cabelo voltar a crescer após ser cortado ou raspado provavelmente indica que Deus deseja que tenhamos cabelo. Além disso, essa facilidade de ajustar e modificar os cabelos sugere que Deus nos permite raspar, cortar e estilizar conforme nossas preferências pessoais.
Observa-se hoje uma tendência de pessoas removerem completamente os pelos do corpo. Homens e mulheres têm optado por raspar não só as cabeças, mas também pernas, braços, axilas, peito, sobrancelhas e áreas íntimas. A depilação a laser, com efeito permanente, vem ganhando popularidade. Ainda que o ato de raspar qualquer parte do corpo seja uma questão de preferência pessoal e liberdade individual, eliminar totalmente os pelos não parece estar em sintonia com a ideia de que Deus concedeu o cabelo a um propósito. Em última análise, embora a pessoa esteja biblicamente livre para raspar onde desejar, essa tendência pode ser mais motivada pela vaidade do que por uma necessidade real.






