O que a Bíblia diz sobre o uniformitarianismo vs. o catastrofismo?
Geologicamente falando, o uniformitarianismo é a ideia de que os processos geológicos (taxas de erosão, elevação, etc.) são essencialmente os mesmos hoje como eram em um passado não observável. Segundo esse princípio, deveríamos ser capazes de determinar com precisão os processos do passado apenas observando os que ocorrem no presente. Esse conceito é frequentemente resumido na frase “o presente é a chave para o passado.” Um uniformitarista estrito, ao observar um cânion com um rio correndo em seu fundo, veria milhões de anos de erosão lenta e gradual provocada por aquele rio.
O catastrofismo, por sua vez, defende que desastres naturais (como enchentes, terremotos, etc.) podem alterar dramaticamente a superfície da Terra de forma muito rápida, e que podemos ter certeza de que, pelo menos, algumas das formações geológicas atuais foram criadas rapidamente durante catástrofes passadas, em vez de terem se formado pelos processos lentos e graduais propostos pelo uniformitarianismo. Dessa forma, é necessário considerar os possíveis efeitos de catástrofes desconhecidas ao estudar a história da superfície terrestre. Um catastrofista, ao observar o mesmo cânion com o rio, questionaria se ele se formou por processos gradativos ou por uma erosão catastrófica e acelerada – como o cânion formado rapidamente pelo rio Toutle, após ter lavado um deslizamento de lama desencadeado pela erupção do Mt. St. Helens, no Estado de Washington.
O debate entre uniformitarianismo e catastrofismo gira em torno de quanto os geólogos podem confiar nas extrapolações dos processos geológicos atuais para postular a história e a idade dos fenômenos naturais.
Embora a Bíblia não utilize os termos uniformitarianismo ou catastrofismo, ela registra que a Terra foi inundada por um dilúvio global (o dilúvio de Noé). Dessa forma, quaisquer fenômenos geológicos formados por processos uniformitaristas graduais anteriores a essa catástrofe foram ou erodidos pelas águas do dilúvio ou ocultados sob as imensas quantidades de sedimentos depositados durante o evento. Assim, devemos ter cautela ao aplicar o raciocínio uniformitarista a qualquer elemento afetado por esse dilúvio.






