O que é Luciferianismo?
Um tipo de luciferianismo envolve a adoração ou reverência a Lúcifer como uma divindade. Essa religião está relacionada ao satanismo—embora procure enfatizar os aspectos mais “positivos” de Lúcifer. Outro tipo de luciferianismo é não teísta e vê Lúcifer apenas como um símbolo da busca humana por sabedoria e iluminação.
O nome “Lúcifer” vem de uma tradução de Isaías 14:12 e significa literalmente “estrela brilhante”, “estrela resplandecente” ou “estrela da manhã”. A maioria dos estudiosos interpreta essa descrição como referente a Satanás antes da sua rebelião contra Deus. Passagens como Isaías 14 e Ezequiel 28 ensinam que Satanás foi criado como o mais alto e belo dos anjos, mas seu orgulho e desejo pelo trono de Deus resultaram em sua expulsão do céu e na atribuição do nome “Satanás” (que significa “adversário”).
O primeiro tipo de luciferianismo nada mais é que a adoração de Satanás como o deus deste mundo (2 Coríntios 4:4). Satanás é venerado como um ser de conhecimento e luz (2 Coríntios 11:14–15). A ênfase recai sobre o “bem” que existia em Lúcifer antes de sua rebelião, e não sobre o mal e a escuridão associados ao nome “Satanás”. Embora Lúcifer e Satanás sejam a mesma entidade, o luciferianismo o apresenta como um deus de luz, conhecimento e magia. Os luciferianos buscam tornar-se deuses, posição que se alcança através de uma vida pautada na bondade, na busca pelo conhecimento, na prática da magia e na abertura da mente para a consciência cósmica de Lúcifer. Em muitos aspectos, o luciferianismo se assemelha ao gnosticismo.
O outro tipo de luciferianismo, que rejeita a ideia de que Lúcifer seja um ser pessoal, ainda busca a iluminação à parte da verdade de Deus. Esses luciferianos podem se ver como amantes da luz e da bondade, mas, ao fazê-lo, estão abraçando a falsidade. Satanás não se importa se as pessoas acreditam nele ou não; ele ainda pode conduzi-las ao erro.
Os grupos que seguem os ensinamentos luciferianos são pouco numerosos, embora elementos do luciferianismo possam ser encontrados nos ensinamentos maçônicos, na Wicca e na filosofia da Nova Era. Por não haver um dogma definido, as crenças luciferianas variam extremamente de grupo para grupo. Essa ampla variedade de crenças contribuiu para a opinião de que o luciferianismo seria simplesmente uma subdivisão do satanismo, uma espécie de mini-denominação. Embora alguns adeptos possam repudiar tal afirmação, o luciferianismo é, de modo geral, difícil de categorizar.
Uma coisa é certa: Lúcifer/Satanás não é um ser a ser adorado, nem alguém a ser tratado levianamente. Ele é uma entidade de imenso poder e o inimigo de nossas almas. A Bíblia o descreve como “o diabo, o qual anda em redor, como leão, espreitando a quem poderá devorar” (1 Pedro 5:8). Aqueles que se envolvem com ele acabarão se arrependendo, pois ele devorará suas almas como consequência de sua adoração. É necessário resistir a ele, permanecendo firmes na fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pois somente Ele pode nos salvar do inferno, destino final de todos os que se envolvem com o luciferianismo.






