O que é o Orgulho de Jacó (Amós 8:7)?

Questão

Qual é o Orgulho de Jacó (Amos 8:7)?

Resposta

O versículo de Amos 8:7 declara: “O SENHOR jurou pelo Orgulho de Jacó: ‘Não me esquecerei das obras que eles praticaram’”. Mas, afinal, o que significa esse “Orgulho de Jacó”?

Há divergências entre os intérpretes quanto ao significado dessa expressão. Alguns sugerem que o Orgulho de Jacó refere-se aos pecados de Israel, nos quais os ímpios se vangloriavam descaradamente. Outros, porém, interpretam que o Orgulho de Jacó é um título que designa o próprio Deus, entendimento que aparenta ser o mais adequado. Afinal, o Orgulho de Jacó é aquele a quem o patriarca Jacó recorria em busca de força. Um título semelhante é encontrado em 1 Samuel 15:29, onde Deus é chamado de “Glória de Israel”.

Dizer “O SENHOR jurou pelo Orgulho de Jacó” significa que o Senhor jurou por Si mesmo. A Bíblia registra que Deus chegou a jurar por Si próprio em outra passagem: “Quando Deus fez uma promessa a Abraão, como não havia ninguém maior para jurar, Ele jurou por Si mesmo, dizendo: ‘Certamente te abençoarei e multiplicarei a tua descendência’” (Hebreus 6:13-14).

Mas, por que o Senhor jurou por Si mesmo? Em Amos 8:7, lemos que Ele promete: “Não me esquecerei das obras que eles praticaram”. Essa é a garantia do Senhor de que não deixaria o pecado do povo impune; o julgamento viria em breve para aqueles que O rejeitaram.

Alguma confusão pode surgir porque a expressão “Orgulho de Jacó” é usada em outras passagens. No Salmo 47:4, por exemplo, lemos: “Ele escolheu nossa herança para nós, o Orgulho de Jacó a quem Ele ama”, onde o termo se refere à terra de Israel e não a Deus. Em outra passagem, em Amos 6:8, “orgulho de Jacó” aparece associado ao orgulho pecaminoso: “Abomino o orgulho de Jacó e odeio suas fortificações”. Aqui, a referência é à cidade de Samaria, capital de Israel, simbolizando a confiança do povo em suas defesas, em vez de confiar no Senhor.

Em resumo, o “Orgulho de Jacó” em Amos 8:7 é uma referência ao próprio Deus. O Senhor faz uma promessa solene, fundamentada em Seu caráter e fidelidade, de que trará o juízo sobre Israel. Como ensina o apóstolo em Gálatas 6:7, “não se engane: Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isto também colherá”.

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