O que é pandeísmo?
O pandeísmo é uma espécie de hibridação entre o panteísmo e o deísmo.
No panteísmo, rejeita-se a ideia de um Deus pessoal, acreditando-se, em vez disso, que tudo é divino—cada rocha, planta, animal etc. é composto de “Deus”. Em outras palavras, o próprio universo é Deus (ainda que um Deus impessoal) e, por isso, toda a natureza é sagrada. De acordo com a visão panteísta, não há uma real distinção entre “bem” e “mal”, pois, no final das contas, tudo é “deus”. Segundo o panteísmo, os seres humanos também são “Deus”, pois integram o universo.
O deísmo é a crença de que um Deus pessoal criou o universo, mas depois se afastou. Em outras palavras, existe um Criador, mas Ele não exerce atividade no universo. Ele adotou uma abordagem “mãos-off” na operação do cosmos. A crença deístas retrata Deus como um relojoeiro celestial que montou seu relógio, deu corda nele e agora o deixou funcionar por conta própria. O “Deus” do deísmo não intervém nos assuntos deste mundo; Ele não responde orações, não realiza milagres, etc.
O pandeísmo combina esses dois conceitos. Segundo essa visão, o Criador criou o universo ao tornar-se o universo. O Criador/Universo não existe mais como um ser individual e pessoal, independente do cosmos. Em vez disso, Ele/isto é o cosmos e “perdeu a consciência”, por assim dizer; portanto, o deus do pandeísmo não se envolve na operação do universo, tampouco consegue discernir a experiência humana. “Deus” está tão próximo de você quanto a cadeira em que você está sentado, sendo igualmente inerte. O deus pandeísta não se importa com você mais do que a cadeira se importa.
A Bíblia apresenta uma visão muito diferente sobre Deus. Deus é, e sempre foi, um Ser pessoal (Isaías 42:8). Deus está em toda parte—Ele é onipresente (Atos 17:28)—mas, ao mesmo tempo, é separado de e transcende Sua criação (Isaías 63:15). Deus nunca perdeu a consciência, e Seu controle sobre o cosmos é absoluto (Jó 38:22–30). O cuidado e o envolvimento de Deus com a Sua criação ficam mais evidentes no ministério de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que “se fez carne e habitou entre nós. Nós vimos a Sua glória, glória como do unigênito, que veio do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).






