O que são guias espirituais? Os cristãos devem consultar os guias espirituais?

Se você fizer uma busca na Internet por “spirit guides”, encontrará diversas respostas, incluindo afirmações como estas:

  • “Espíritos guias são seres incorpóreos que nos são designados antes de nascermos e que ajudam a nos impulsionar e orientar ao longo da vida.”
  • “Alguns podem ser mestres altamente elevados (como Jesus), enquanto outros podem ser espíritos comuns que, por acaso, foram mestres em determinada área.”
  • “Um guia ancestral é aquele que pode ter algum tipo de parentesco com você, como sua querida tia Tillie, que faleceu quando você tinha dez anos.”
  • “Um guia espiritual típico é arquetípico, simbólico ou representativo de algo maior.”
  • “Um verdadeiro guia espiritual é um ser evoluído que concordou em apoiar sua evolução espiritual. Guias reais são sábios, compassivos e, muitas vezes, divertidos.”

A ideia geral é que existam espíritos benevolentes que desejam ajudar as pessoas ou “guiá-las” pela vida. A crença em guias espirituais está geralmente associada aos sistemas de crenças da Nova Era, ao paganismo e ao espiritismo. O termo “guia espiritual” nem sempre é utilizado, pois eles também são chamados de “mestres elevados” ou “ajudantes invisíveis”. A escrita automática, estados de sonho, hipnose e meditação são todas práticas relacionadas aos guias espirituais. Termos como círculos mágicos, centralização, iridologia, cristais, auto-realização e afirmação positiva costumam ser associados a esses guias. O objetivo de contatar um guia espiritual geralmente é descobrir uma sabedoria secreta e elevar a consciência a um patamar superior.

Apesar das reivindicações dos praticantes da Nova Era, os guias espirituais estão longe de ser benevolentes. Eles não são os espíritos de entes queridos que já partiram, nem são mestres elevados que transcenderam para algum plano místico. Na verdade, são o que a Bíblia chama de “espíritos familiares”. Eles não anunciam sua natureza maligna, mas se apresentam como benéficos. Conforme diz 2 Coríntios 11:14–15, “Até mesmo Satanás se disfarça de anjo de luz. Por isso, não é de surpreender que seus servos também se disfarçem de servos da justiça.” As mentiras de Satanás tornam-se ainda mais eficazes quando parecem e soam como a verdade, quando aparentam ajudar. Os guias espirituais, na realidade, são espíritos demoníacos que se disfarçam de auxiliares para aprisionar e destruir as pessoas por meio de ensinos falsos e práticas ocultistas.

De acordo com os guias espirituais, o propósito do homem é ser transformado pela consciência espiritual, realizar sua divindade interior e conectar-se com o cosmos. Segundo a Bíblia, o propósito do homem é glorificar a Deus e ser conformado à Sua imagem. O espiritualismo ensina que o homem é inerentemente bom, possuindo potencial ilimitado de poder e progresso, enquanto a Bíblia afirma que o homem é, por natureza, pecador e que ninguém é verdadeiramente bom. Os guias espirituais afirmam ainda que a verdade é relativa e que há muitos caminhos para Deus, mas a Bíblia declara que Deus é a verdade e que Jesus Cristo é o único caminho para um relacionamento correto com Ele. Dessa forma, os guias espirituais representam uma visão de mundo diametralmente oposta aos ensinamentos bíblicos.

Na Bíblia, Deus advertiu Seu povo repetidamente sobre os perigos de se envolver com o mundo espiritual. Em Levítico 19:31, somos instruídos a “não dar atenção aos médiuns e aos espíritos familiares; não os busquem, para que não se contaminem por eles.” Deuteronômio 18:11–12 afirma que aqueles que consultam espíritos familiares são uma abominação para Deus. Em 1 Crônicas 10:13 lemos que o rei Saul morreu porque “buscou o conselho de um indivíduo que possuía um espírito familiar, para consultá-lo, sem buscar o Senhor.” E em 1 João 4:1 somos advertidos: “Amados, não creiam em todo espírito, mas provem os espíritos para ver se vêm de Deus, pois muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.”

Como, então, escapar desses inimigos espirituais? A resposta é resistir a eles por meio da fé em Deus, conforme ensina Tiago 4:7. Deus é maior do que qualquer espírito, como afirma 1 João 4:4, e somente Ele tem o poder de nos libertar da influência desses espíritos. Jesus exerceu autoridade sobre os espíritos imundos, ordenando que saíssem das pessoas (Mateus 17:18; Marcos 5:8–9), e eles obedeceram. Paulo escreveu em Efésios 6:10–18 que devemos vestir a armadura de Deus e utilizar Sua força para combater nossos inimigos espirituais. Essa batalha só pode ser travada por aqueles que receberam a salvação de Deus por meio de Jesus Cristo. A confissão e o arrependimento são os pontos de partida, pois, como diz 1 João 1:9, “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

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