O que significa adorar o exército estrelado ou o exército dos céus (Sofonias 1:5)?

O que significa adorar a multidão celestial ou o exército dos céus (Sofonias 1:5)?

Os versículos iniciais de Sofonias contêm um forte juízo contra Judá por causa de “aqueles que se prostram sobre os telhados para adorar a multidão celestial, aqueles que se prostram e juram pelo SENHOR e, ainda, juram por Moleque” (Sofonias 1:5).

Adorar a “multidão celestial” é uma clara violação da lei de Deus, conforme ensinado em Deuteronômio 4:19: “Quando você olhar para o céu e vir o sol, a lua e as estrelas – todo o universo celestial – não se deixe seduzir a se prostrar diante deles.” Essa expressão engloba o sol, a lua, os planetas e as estrelas. Esses corpos celestes eram adorados pelas culturas pagãs da época, mas Deus havia ordenado que Seu povo O adorasse em vez de se prostrar diante de outros deuses, conforme registrado em Êxodo 20:3-4.

Os Dez Mandamentos afirmam claramente: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu… Não te prostrarás diante delas, nem as servirás” (Êxodo 20:4-5). Essa transgressão tornou-se um problema recorrente em Judá. Sofonias profetizou contra essa prática durante o reinado do rei Josias. Posteriormente, durante o reinado de Manassés, o rei “adorava todo o exército celestial e a eles servia” (2 Reis 21:3). O profeta Jeremias também condenou essa prática, afirmando: “As casas de Jerusalém e as casas dos reis de Judá – todas as casas em cujos telhados se ofereciam sacrifícios a todo o exército celestial” (Jeremias 19:13). O povo de Deus frequentemente se via tentado a adorar os corpos celestes, e seus governantes muitas vezes conduziam essa prática.

O apóstolo Paulo fala sobre aqueles que adoram as coisas criadas, em vez do Criador (Romanos 1:25). Entre essas coisas criadas estão as estrelas, os planetas e os demais objetos celestes. Hoje, muitas pessoas buscam sabedoria nos astros em vez de buscar orientação em Deus. A astrologia, incluindo o uso de horóscopos, é apenas mais uma forma de adorar a “multidão celestial” e não tem lugar na vida de um cristão. Os céus apontam para a majestade e glória de seu Criador (Salmos 19:1-6); eles não devem ser o foco da adoração.

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