Pergunta
Como cristãos que conhecem o amor de Deus e possuem a segurança da eternidade no céu, é difícil compreender por que alguém escolheria ser ateu. Porém, ao considerarmos a influência da natureza pecaminosa na mente e no coração, começamos a entender a origem dessa posição. Segundo as Escrituras, o conceito de ateu é problemático. Os Salmos ressaltam que os céus declaram a glória de Deus, evidenciando Seu poder criativo em toda a criação. Romanos reforça que o que pode ser conhecido sobre Deus foi revelado através da criação, e negar essa verdade equivale a suprimí-la na injustiça; ainda, outros salmos afirmam que quem nega a existência de Deus demonstra tolice. Assim, o ateu se mostra, na maioria das vezes, ou enganoso, ou tolo – ou ambos. Mas afinal, o que o leva a negar Deus?
Resposta
O principal objetivo daqueles influenciados pela natureza pecaminosa é adular a própria autonomia, almejando controle absoluto sobre suas vidas. Nesse contexto, a religião aparece com suas obrigações, julgamentos e restrições, enquanto os ateus procuram definir seus próprios significados e padrões morais. Eles resistem em se submeter a Deus porque seus corações se opõem a Ele, e não têm qualquer interesse em se sujeitar à Sua Lei; na verdade, seu pecado os cega para a verdade. Por esse motivo, os ateus dedicam seu tempo a debates não sobre as evidências das Escrituras, mas sobre o que podem ou não fazer – uma postura natural de rebeldia que rejeita qualquer forma de autoridade. O que não percebem é que, ao se oporem à ordem divina, estão sendo manipulados e conduzidos por forças adversas, encaminhando suas almas para a condenação.
No que diz respeito a evangelizar aqueles que se declaram ateus, não devemos recusar o compartilhamento do evangelho simplesmente por essa autodeclaração. Afinal, o ateu está tão perdido quanto pessoas de outras crenças, e Deus deseja que espalhemos as boas novas e defendamos as verdades contidas em Sua palavra. Contudo, não estamos incumbidos de desperdiçar esforços tentando convencer os que não se mostram dispostos a ouvir. Jesus instruiu os apóstolos a irem pregar a Palavra, mas não determinou que permanecessem em um lugar até que todas as pessoas fossem convertidas.
Uma abordagem prudente é oferecer a cada pessoa a oportunidade de ouvir, respondendo às perguntas com honestidade e clareza. Se, entretanto, o interlocutor se mostra hostil ou insiste em discutir sem abertura para o diálogo, pode ser o momento de buscar outras oportunidades de compartilhar a fé. Há indivíduos que, por mais que o esforço seja sincero, se encontram endurecidos contra a mensagem do evangelho – e há motivos nas Escrituras para acreditar que alguns se mostram, de forma voluntária, imunes à ação do Espírito Santo. Assim, depois de um esforço genuíno de comunicação, quando a pessoa se revela inatingível, somos orientados a “sacudir a poeira” de nossos sapatos e a direcionar nosso tempo para aqueles que estão espiritualmente receptivos. Em todas as situações, a sabedoria divina é essencial. Deus promete conceder tal sabedoria a quem a pedir, portanto, é fundamental orar por ela e confiar na orientação do Senhor para saber quando e como encerrar um diálogo com um ateu que se mostra intransigente.





