Por que Deus julgou Nínive com tanta severidade no livro de Naum?
A mensagem de Naum é a destruição iminente de Nínive. A palavra do Senhor aos assírios é contundente: “Estou contra ti… Vou incendiar teus carros em fumaça, e a espada devorará teus jovens leões. Não deixarei presa alguma na terra. As vozes de teus mensageiros não serão mais ouvidas” (Naum 2:13). Ficou claro que Deus estava irado contra os ninivitas, e Naum revela os motivos dessa ira.
Nínive, por muito tempo, foi inimiga de Judá e de Israel, o povo de Deus. Em 722 a.C., os assírios venceram o reino do norte de Israel, destruindo sua capital, Samaria. Em 701 a.C., quase conquistaram Jerusalém, a capital de Judá.
O texto de Naum traz outras pistas sobre a ira divina contra os ninivitas. Em Naum 3:1, lemos: “Ai da cidade de sangue, repleta de mentiras, saqueada, e nunca sem vítimas!” Nínive era conhecida por sua violência e pelo tratamento brutal daqueles que conquistava. Os assírios ficaram famosos por amputar mãos e pés, arrancar os olhos e esfolar e empalar seus prisioneiros. O versículo final do livro enfatiza essa violência com uma pergunta retórica: “Quem não sentiu a tua implacável crueldade?” (Naum 3:19).
Outro motivo para a ira de Deus era o orgulho extremo de Nínive, mencionado em Naum 3:8. Esse orgulho estava relacionado, em parte, à riqueza e ao poder da cidade. Um relato descreve que, na época de Senaqueribe, o muro de Nínive atingia de 12 a 15 metros de altura, estendendo-se por 4 quilômetros ao longo do rio Tigre e por 13 quilômetros em torno do centro da cidade. O muro possuía 15 portões principais, cada um protegido por estátuas de touros de pedra. Tanto dentro quanto fora dos muros, Senaqueribe construiu parques, um jardim botânico e um zoológico. Ele também ergueu um sistema de abastecimento de água, que incluía o aqueduto mais antigo da história, em Jerwan, do outro lado do rio Gomel.
Jesus ensinou: “Quem empunhar a espada morrerá pela espada” (Mateus 26:52). Essa verdade se cumpriu na queda de Nínive, cujo povo belicoso era notório pelo tratamento cruel dispensado aos inimigos. Por mais que Nínive possuísse poderio militar, eles não foram páreo para o Deus dos céus. A queda de Nínive foi recebida como uma boa notícia por Judá e por todos que haviam sofrido sob seu governo impiedoso.
Após a destruição, o local de Nínive ficou oculto por algum tempo. Só em 1842 os arqueólogos modernos redescobriram sua localização, na região que hoje corresponde ao Iraque.






