Por que sangue e água saíram do lado de Jesus quando Ele foi perfurado?
A flagelação romana que Jesus sofreu antes de ser crucificado normalmente consistia em 39 chicotadas, mas poderia ter sido mais. O chicote utilizado, chamado flagrum, era composto por tiras de couro trançado com bolas de metal e fragmentos de osso afiado entrelaçados com as tranças. As bolas aumentavam o peso do chicote, causando contusões profundas com cada golpe, enquanto os pedaços de osso serviam para cortar a carne. Com o prosseguimento da flagelação, os cortes se tornavam tão severos que os músculos, veias, tendões e vísceras eram expostos, e, em muitos casos, as vítimas não sobreviveram para serem crucificadas.
Aqueles que eram flagelados frequentemente entravam em choque hipovolêmico, termo que se refere à perda significativa de volume sanguíneo. Em outras palavras, a vítima perdia tanto sangue que seu organismo entrava em estado de choque. Os resultados desse estado incluíam:
- O coração acelerava na tentativa de bombear o sangue ausente.
- A vítima desmaiava ou caía devido à baixa pressão arterial.
- Os rins paravam de funcionar para preservar os fluidos corporais.
- Havia uma sede intensa, pois o corpo buscava repor os líquidos perdidos.
Há evidências nas Escrituras de que Jesus viveu o choque hipovolêmico como consequência da flagelação. Ao carregar a própria cruz até o Gólgota, Ele desabou, razão pela qual Simão acabou sendo compelido a ajudá-Lo com o caminho. Esse desabamento indica que Jesus sofria de baixa pressão arterial. Além disso, ao expressar sede enquanto estava pendurado na cruz, ficou evidente o desejo de Seu corpo de reabastecer os fluidos perdidos.
Antes de sua morte, o batimento cardíaco acelerado decorrente do choque hipovolêmico provocava o acúmulo de fluidos no saco ao redor do coração e dos pulmões. O acúmulo de fluido na membrana que envolve o coração é chamado de derrame pericárdico, enquanto o acúmulo ao redor dos pulmões é denominado derrame pleural. Essa explicação justifica o relato no Evangelho de que, após a morte, um soldado romano cravou uma lança no lado de Jesus, perfurando os pulmões e o coração, resultando na saída de sangue e água.






