Quais são as consequências do pecado?

A consequência máxima — e mais severa — do pecado é a morte. A Bíblia ensina que “o salário do pecado é a morte”. Isso não se refere apenas à morte física, mas também à separação eterna de Deus: “Mas as suas iniquidades afastaram você do seu Deus; os seus pecados fizeram com que Ele escondesse o Seu rosto de você, para que Ele não ouça”. Essa é a principal consequência da rebelião do homem contra Deus.

Muitos querem acreditar que Deus é tão “amoroso” a ponto de ignorar nossas “pequenas falhas”, “escorregões” e “indiscrições”. Pequenas mentirinhas, fraudes na declaração de impostos, pegar uma caneta quando ninguém está olhando ou assistir pornografia em segredo — esses deslizes não seriam suficientes para merecer a morte, certo? O problema é que pecado é pecado, seja ele grande ou pequeno. Embora Deus nos ame, Sua santidade é tamanha que Ele não pode tolerar o mal. O profeta Habacuque descreveu Deus afirmando que “os Seus olhos são puros demais para contemplar o mal; você não pode tolerar a injustiça”. Deus não ignora o nosso pecado; ao contrário, “vocês podem ter certeza de que o seu pecado os alcançará”. Mesmo aqueles pecados secretos, escondidos no recessos dos nossos corações, um dia serão revelados: “Nada em toda a criação está escondido da vista de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dAquele a quem devemos prestar contas.”

Paulo advertiu sobre as consequências do pecado ao dizer: “Não se enganem: Deus não pode ser zombado. O homem colherá do que semeou”. Em seguida, ele descreveu o destino daqueles que se entregam ao comportamento pecaminoso: “Aquele que semeia para agradar à sua natureza pecaminosa, dessa mesma natureza colherá a destruição”. A expressão “natureza pecaminosa” se refere à nossa tendência natural e capacidade para o pecado. Mesmo que essa natureza prometa satisfação, ela resulta somente em “destruição”.

Além disso, Paulo explicou que a natureza pecaminosa “anseia o que é contrário ao Espírito, enquanto o Espírito anseia o que é contrário à natureza pecaminosa. Eles estão em conflito entre si”. Em seguida, ele listou as obras imundas dessa natureza e especificou a consequência final desse comportamento: “Aqueles que vivem dessa maneira não herdarão o reino de Deus”. Os que permanecem na iniquidade, marcados pela degradação e pelo pecado, semeiam as sementes da própria destruição.

A Bíblia descreve aqueles que escolhem se entregar ao pecado como “obscurecidos em seu entendimento e separados da vida de Deus devido à ignorância que possuem por causa do endurecimento dos seus corações. Tendo perdido toda sensibilidade, entregaram-se à sensualidade e se deixaram envolver por todos os tipos de impurezas, com uma contínua ânsia por mais”. Uma das consequências do pecado, portanto, é o aumento do próprio pecado. Isso gera um insaciável “desejo por mais”, acompanhado do entorpecimento da consciência e de uma cegueira diante da verdade espiritual.

Quando a verdade é suprimida, Deus entrega o pecador aos “desejos pecaminosos de seus corações”, “aos desejos vergonhosos” e “a uma mente depravada”. Como forma de julgamento, Ele pode permitir que o pecador se entregue a seus próprios caminhos autodestrutivos, mergulhando cada vez mais no pecado e, por fim, colhendo a destruição de seu corpo e alma. É temível ser entregue às próprias tendências destrutivas.

A consequência do pecado é a morte: “A alma que peca perecerá”. Aqueles que vivem sem Cristo devem sentir a convicção do Espírito Santo e obedecer ao evangelho. Os pecadores de hoje devem seguir o exemplo daqueles que, ao ouvirem o primeiro sermão no dia de Pentecostes, foram tão comovidos que perguntaram: “Irmãos, o que devemos fazer?” A resposta foi simples, mas profunda: “Arrependam-se!”

A mensagem de Jesus, quando iniciou Seu ministério, foi clara: “O tempo se cumpriu. O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam na boa nova!” E qual é essa boa notícia? “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”

As consequências do pecado são inflexíveis, terríveis e letais. No entanto, elas podem ser evitadas por meio da fé em Jesus. Nosso Salvador tomou sobre Si os nossos pecados ao morrer em nosso lugar. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, e “o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

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