Qual é a diferença entre Sheol, Hades, Inferno, o lago de fogo, o Paraíso e o seio de Abraão?

Os diversos termos usados na Bíblia para designar o céu e o inferno – Sheol, Hades, Inferno, o lago de fogo, Paraíso e o seio de Abraão – são motivo de debates e, por vezes, podem causar confusão.

A palavra Paraíso é empregada como sinônimo de céu. Quando Jesus estava morrendo na cruz e um dos ladrões crucificados ao seu lado lhe pediu misericórdia, Jesus respondeu: “Hoje você estará comigo no Paraíso”. Nesse momento, Jesus reconhecia que sua morte era iminente e que, em breve, estaria no céu junto com o Pai. Assim, ao oferecer palavras de conforto ao ladrão arrependido, Jesus utilizou o termo Paraíso como equivalente ao conceito de céu, fazendo com que essa palavra se tornasse um símbolo de um lugar de beleza ideal e deleite.

O seio de Abraão é mencionado apenas uma vez na Bíblia, na história de Lázaro e do homem rico. Nos textos judaicos, a expressão “seio de Abraão” era utilizada como sinônimo de céu. A imagem presente na narrativa mostra Lázaro reclinado a uma mesa, apoiado contra o peito de Abraão, durante um banquete celestial – de modo análogo ao que João fez ao se reclinar contra Jesus na Última Ceia. O recado é que os ímpios verão os justos desfrutando de bem-aventurança, enquanto eles mesmos estão em tormento, separados por um abismo intransponível. Assim, o seio de Abraão representa um lugar de paz, descanso e alegria após a morte – ou seja, o Paraíso.

Nas Escrituras Hebraicas, a palavra usada para indicar o reino dos mortos é Sheol, que significa “o lugar dos mortos” ou “o recanto das almas”. No Novo Testamento, o termo grego equivalente a Sheol é Hades, que também se refere de forma geral “ao lugar dos mortos”. Esse mesmo local é descrito como tendo duas partes: uma de bênção – onde Lázaro se encontrava – e outra de tormento – onde o homem rico foi colocado. Assim, o Sheol/Hades parece ser um local temporário, onde as almas aguardam a ressurreição final. As almas dos justos, ao morrer, passam imediatamente para a presença de Deus, a parte do Sheol denominada “céu”, “Paraíso” ou “seio de Abraão”.

No Novo Testamento, o termo grego Geena é utilizado para designar o “inferno”. A palavra deriva do termo hebraico que designava um vale ao sul de Jerusalém, um local amaldiçoado e conhecido por ter sido palco de sacrifícios humanos. Jesus usou Geena como símbolo do lugar de julgamento após a morte, aludindo a antigas profecias.

O lago de fogo é mencionado como o inferno final, o local de punição eterna destinado a todos os rebeldes que se recusaram a se arrepender, sejam eles anjos ou humanos. Ele é descrito como um lugar de enxofre ardente, onde aqueles que nele se encontram experimentam uma agonia eterna e inexprimível. Aqueles que, no Sheol/Hades, rejeitaram Cristo terão o lago de fogo como destino final.

No entanto, aqueles cujos nomes estão inscritos no Livro da Vida não devem temer esse destino terrível, pois, pela fé em Cristo e pelo derramamento de Seu sangue na cruz para a redenção dos nossos pecados, temos a promessa de viver para sempre na bendita presença de Deus.

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