Pergunta
Temos anjos da guarda?
Resposta
Mateus 18:10 declara: “Vede, não desprezeis um destes pequeninos. Pois eu vos digo que os anjos deles nos céus veem constantemente a face de meu Pai.” No contexto, “esses pequeninos” pode referir-se tanto àqueles que creem (v. 6) quanto às crianças (v. 3–5). Este é o trecho chave sobre os anjos da guarda. É inegável que os anjos do bem ajudam a proteger, revelar informações, guiar, prover e ministrar aos crentes em geral.
A questão é se cada pessoa — ou cada crente — tem um anjo designado. No Antigo Testamento, a nação de Israel contava com o arcanjo Miguel como seu protetor, mas as Escrituras não afirmam que um anjo está permanentemente “designado” a um indivíduo. Embora os anjos às vezes tenham sido enviados a pessoas específicas, não há menção de um vínculo definitivo e permanente. Durante o período entre o Antigo e o Novo Testamento, os judeus desenvolveram plenamente a crença nos anjos da guarda, havendo até mesmo alguns Pais da Igreja que defendiam que cada pessoa possuía não apenas um anjo protetor, mas também um demônio. Assim, embora a crença nos anjos da guarda perdure há muito tempo, a base para ela nas Escrituras não é explícita.
Retomando Mateus 18:10, nota-se que o pronome “deles” no grego é coletivo, indicando que os crentes são servidos pelos anjos em sentido geral. Esses anjos são retratados como estando “sempre” na presença de Deus para ouvir Suas ordens e ajudar um crente quando necessário. Dessa forma, os anjos não parecem desempenhar a função de guardiões individuais, mas sim de auxiliares atentos ao Pai celestial, que é o único onisciente e, portanto, quem verdadeiramente sabe quando um de Seus filhos precisa da intervenção angelical. Por estarem continuamente na presença divina, os anjos estão à disposição para socorrer um dos “pequeninos”.
Não é possível afirmar de modo categórico, com base nas Escrituras, se cada crente possui um anjo da guarda designado. Entretanto, é certo que Deus utiliza os anjos na prestação de ajuda a nós, assim como utiliza os seres humanos: Ele não necessita de nós nem deles para cumprir Seus propósitos, mas os escolhe para tanto. Em última análise, independentemente de termos ou não um anjo guardião designado, temos uma garantia ainda maior: se somos filhos de Deus pela fé em Cristo, Ele faz com que todas as coisas cooperem para o bem e jamais nos deixará ou abandonará. Se contamos com um Deus onisciente, onipotente e amoroso ao nosso lado, importa realmente se há ou não um anjo guardião finito a proteger-nos?







